As nossas razões
Estamos num momento crucial das nossas reivindicações.
Bem sabemos que o país não está bem, mas que culpa nos pode ser assacada?
Todos de alguma forma estão prejudicados, se não são as promoções, é o reposicionamento pelo novo estatuto. Senão é as condições de trabalho, é o direito à reforma e à pré-aposentação que nos afecta. São tantas as faltas de respeito que nos têm tido…
Não basta ficar a ver os outros a reivindicar. Está na altura de todos dizerem presente. De todos, sem excepção, mostrarem o seu descontentamento.
Bem sabemos o quanto é difícil tomarmos posição. Mas também sabemos que todos os dias se apela a medidas reivindicativas, algumas até de legalidade duvidosa. Na semana de 21 a 28 de Setembro, pede-se um pouco de união, um pouco de cada um nos, para mostrarmos o quanto somos unidos e capazes de levar a nossa luta a bom porto. Mas isso só é possível, se não nos escondermos, se não arranjarmos desculpas para não participarmos.
Todos os dias se assiste a desculpas: Se fosse uma manifestação que aderiam, mas depois marca-se a manifestação, diz-se que afinal iam era se fosse uma vigília. Outros dizem medidas mais contundentes, mas quando se marca, quantos aderem?
Marca-se uma iniciativa e têm logo outras que resultariam melhor, mas sempre de modo a não serem eles os protagonistas (os homens da frente). Outros ainda falam em união de sindicatos, mas afinal quem desuniu?
Quem veio depois e criou novos sindicatos? Quem ao longo deste anos é que perdendo eleições foi logo a correr criar sindicatos? Quem patrocina estes novos sindicatos, está claramente a patrocinar a desunião. Ao ser associado destes novos sindicatos, está-se a pactuar com a desunião, está-se a fazer o jogo da tutela. O mínimo que se exige e estamos a falar do mínimo, é patrocinar a união, o poder cada vez mais forte do sindicato (com melhores advogados e mais poder reivindicativo) e isso só é possível com cada vez mais associados no primeiro dos sindicatos e sobretudo estar na primeira linha das formas de luta para nosso próprio interesse.
A semana de 21 a 28 de Setembro vai ser decisiva nesta matéria. É muito importante que todos façam alguma coisa por cada um de nós. Cada um de nós tem férias para gozar, tem excessos que podem ser metidos e outras coisas mais, para que muito menos gente trabalhe nesta semana e tenha impacto nacional. Vamos ver quem vai estar na primeira linha e vamos ver, quem sistematicamente se esconde, foge e espera que os outros façam alguma coisa pela sua dignidade.
Da minha dignidade trato eu.
Às costas de outros não andarei.
Jamais ficarei em casa quando outros estão na luta.
Não permito que sejam outros a lutarem pelos meus direitos e depois, sentado no sofá, vou ganhar com o sacrifício e perigo que os outros tiveram por mim, não me revejo nesta postura.
A verdadeira felicidade está em subir a montanha, mas nunca subi-la às costas de outros…
A Delegação Distrital de Viseu







