sábado, 18 de junho de 2011

programa do governo PSD/CDS para as forças de segurança


Garantir a condição primeira do exercício da liberdade, que é a segurança dos cidadãos, nomeadamente através do reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional." in "MAIORIA PARA A MUDANÇA" Programa do governo PSD/CDS-PP.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

eleições de 5 de junho de 2001


Nos últimos dias ouvimos os candidatos a primeiro ministro a tentar convencer o Povo a votar neles. Nós por cá não aconselhamos ninguém a votar em nenhum partido, mas, como sindicalistas, mesmo que abandonados para aqui nestas terras da província, temos o dever de lamentar e criticar que um Sr. sindicalista, ou melhor, talvez o dirigente sindicalista da maior associação de trabalhadores do País, estamos a falar do líder da UGT, João Proença, tenha sido orador num comício do PS. O sindicalismo e os seus actores não se deviam deixar subjugar pelo partidos políticos, porque estes, tipo doença cancerígena, matam tudo à sua volta. Nós não gostamos de ver nem o Sr. João Proença, no PS, nem o Sr. Carvalho da Silva, da CGTP, ao lado do PC. Porque são só, os maiores dirigentes das maiores associações de trabalhadores. Aqui chegados e voltando ao inicio deste nosso comentário, como estivemos sempre atentos, durante toda a campanha eleitoral apenas dois partidos, é certo que sabemos muito bem quais as suas intenções, falaram das forças e serviços de segurança: o CDS/PP e o PRN.

O Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista (PS), os partidos do eixo do poder, nem uma palavra disseram, excepto, aquilo que está escrito no programa eleitoral, sobre aquilo que pretendem fazer, de concreto, relativamente às forças e serviços de segurança, à Justiça e segurança interna. Dirão que, sobre este assunto trata-se de assuntos de Estado, não devem ser trazidos para o debate politico, mas, então, quando deve ser trazido?!...

Não nos esqueçamos que, desde o 25 de Abril de 1974, o poder tem transitado entre o PS e o PSD, este juntamente com o CDS e, em questões de segurança e justiça, chegamos aonde?!... Nós, os policias que vivemos a realidade e não a ficção, como parecem viver os actores políticos, sabemos muito bem o quanto difícil é agir e trabalhar em Portugal . É como a história do rato e do gato. Os agentes diariamente sacrificam-se e são sacrificados, nos seus direitos fundamentais, agora inventaram uma bolsa de horas, vêem reduzido o seu salário mensal, enquanto as despesas aumentam, também ao mesmo tempo vêm aumentando o trabalho e horas de serviço, e, no entanto, desde o 25 de Abril, que os profissionais da PSP, têm vindo a perder estatuto em relação a outras actividades e profissões públicas. Se dissermos que em 1985 os ordenados de um guarda da PSP era quase equivalente a um professor, ninguém acredita, mas, parece que era verdade, hoje, bem hoje, liquido, é quase igual ao ordenado mínimo nacional...

Os profissionais da PSP, ao contrário do que se diz e escreve, em relação aos direitos, não são iguais aos demais funcionários públicos, por isso, não são remuneradas diferente as diurnas das horas nocturnas, quando trabalham em dia feriado, aos fins de semana, não são remunerados diferentemente e quando fazem horas extras, ou são compensados em tempo ou então são consideradas horas perdidas. Em bom português: «trabalho voluntário forçado». Mas por outro lado, no que toca aos deveres têm de cumprir os deveres iguais aos restantes funcionários públicos, neste recente caso, o banco de horas...

Muito nos apetecia escrever, mas voltando ao tema do comentário, dia 5 de Junho de 2011, os cidadãos polícias, devem lembrar-se que, acima da nossa vontade própria, há um interesse nacional que é muito mais importante que a nossa singela existência. Daqui a uns tempos, uns e outros se vão, com mais ou menos reforma, mais ou menos tempo para a gozar, mas, tal como os grandes portugueses, temos de pensar nos nossos filhos e netos. É para eles que trabalhamos...

Reflictam e meditem e, antes de inscreverem a cruz no boletim, peçam desculpa a vocês próprios e votem!...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

para chegarmos sempre a horas...


Notícia de última hora: vão ser distribuídos relógios pelos policias, para não se esquecerem de chegar a horas, quando os obrigarem a cumprir as 936 horas, por semestre. Atenção preço unitário de 299 euros.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O direito ao vencimento mensal

Que o Moral dos policias anda muito em baixo não é preciso ser-se especialista nem tirar um curso de psicologia na Moderna para perceber isso, agora conseguir entender porque o Governo permitiu que se fizesse o adiamento do pagamento dos vencimentos dos militares do dia de hoje, pelos vistos para amanhã, é que é mais difícil compreender.

Muitos de nós temos contas a pagar por transferência bancária e nem todos se permitem ter uma conta com plafond suficiente para suportar estes esquecimentos da «entidade patronal». Dizem-nos que em 20 anos de democracia isto nunca aconteceu, mas o mais grave é que aconteceu, agora.

E, infelizmente, conhecendo-se a realidade de muitos policias, que logo no dia 21, ou antes, nunca depois, tem contas a pagar, se a PSP também entrasse nesta triste realidade?!... Podia acontecer que as contas bancárias de policias ficassem a descoberto, despertando emoções e sentimentos impensáveis, porque os policias são seres humanos.

Muita gente dirá que esta é uma realidade que afecta muitos portugueses e que os policias não são mais que os outros, mas atenção, os policias e militares, não são cidadãos com funções iguais aos outros. Confundir isto é perigoso. Muito perigoso!... Qualquer casa tem portas e janelas, mais ou menos fortes, que nos permite viver descansadamente em segurança. Imagine-se agora este País com umas forças de segurança e militares desmotivadas e sem disciplina por causa de falta de pagamento de salários!... Onde isto pararia?

sábado, 9 de abril de 2011

TIROTEIO EM ESCOLA NO BRASIL



Quem assiste a este drama dentro de escolas, com crianças, não pode deixar de ficar bastante preocupado. E temos de ficar preocupados por vários motivos. Salientamos apenas o facto de que podem ser nossos familiares as vitimas destes actos absurdos e tresloucados ou, neste caso, com a falta de preparação por parte da maioria dos policias que pertencem aos quadros da PSP e GNR, excepto o pessoal das unidades especiais.
Como sabemos, a qualquer momento, podemos ser nós a ter que intervir, por estado de necessidade, devido à demora com a chegada das unidades especiais de Lisboa ou do Porto, num acidente táctico deste tipo.
Há uns anos atrás, depois de se ter dado um tiroteio numa escola americana, este assunto foi vincado por um delegado sindical da aspp de Lamego, perante o seu comandante directo. Nada foi feito de preventivo, institucionalmente, que se tenha conhecimento.
Contudo, naquela altura, aproveitando o facto de alguns agentes da esquadra estarem associados na federação portuguesa de airsoft e serem associados da ASPP, esses profissionais fizeram umas simulações e treinos. Os exercícios foram exigentes e demonstraram as fragilidades do sistema. actual e a deficiência dos meios. Desde então, nada mais se fez.
Neste episódio do Brasil, sabe-se que foi um elemento da unidade de trânsito quem tomou a iniciativa de entrar no edifico e, por sorte, conseguir ferir o suspeito no abdómen, levando-o seguidamente ao suicídio.
É certo que este espaço dedicado aos elementos da aspp é pouco ou sequer nem é frequentado por pessoas com cargo de comando, mas alguém lhes devia chamar à atenção, de que isto que se passa no estrangeiro, qualquer dia, pode acontecer em Portugal. E depois?!...
Sempre podemos acreditar que existirão pequenos heróis nas esquadras e postos do Pais e que as pobres vitimas não aumentem ou sofram mais, devido à distancia de onde estão os actuais especialistas?!... Portugal é pequeno, mas os primeiro minutos, neste tipo de acidente táctico, são fundamentais para se evitar o agravamento das vitimas. Estarão elas preparadas para esperar horas?!...