quarta-feira, 20 de abril de 2011

O direito ao vencimento mensal

Que o Moral dos policias anda muito em baixo não é preciso ser-se especialista nem tirar um curso de psicologia na Moderna para perceber isso, agora conseguir entender porque o Governo permitiu que se fizesse o adiamento do pagamento dos vencimentos dos militares do dia de hoje, pelos vistos para amanhã, é que é mais difícil compreender.

Muitos de nós temos contas a pagar por transferência bancária e nem todos se permitem ter uma conta com plafond suficiente para suportar estes esquecimentos da «entidade patronal». Dizem-nos que em 20 anos de democracia isto nunca aconteceu, mas o mais grave é que aconteceu, agora.

E, infelizmente, conhecendo-se a realidade de muitos policias, que logo no dia 21, ou antes, nunca depois, tem contas a pagar, se a PSP também entrasse nesta triste realidade?!... Podia acontecer que as contas bancárias de policias ficassem a descoberto, despertando emoções e sentimentos impensáveis, porque os policias são seres humanos.

Muita gente dirá que esta é uma realidade que afecta muitos portugueses e que os policias não são mais que os outros, mas atenção, os policias e militares, não são cidadãos com funções iguais aos outros. Confundir isto é perigoso. Muito perigoso!... Qualquer casa tem portas e janelas, mais ou menos fortes, que nos permite viver descansadamente em segurança. Imagine-se agora este País com umas forças de segurança e militares desmotivadas e sem disciplina por causa de falta de pagamento de salários!... Onde isto pararia?

sábado, 9 de abril de 2011

TIROTEIO EM ESCOLA NO BRASIL



Quem assiste a este drama dentro de escolas, com crianças, não pode deixar de ficar bastante preocupado. E temos de ficar preocupados por vários motivos. Salientamos apenas o facto de que podem ser nossos familiares as vitimas destes actos absurdos e tresloucados ou, neste caso, com a falta de preparação por parte da maioria dos policias que pertencem aos quadros da PSP e GNR, excepto o pessoal das unidades especiais.
Como sabemos, a qualquer momento, podemos ser nós a ter que intervir, por estado de necessidade, devido à demora com a chegada das unidades especiais de Lisboa ou do Porto, num acidente táctico deste tipo.
Há uns anos atrás, depois de se ter dado um tiroteio numa escola americana, este assunto foi vincado por um delegado sindical da aspp de Lamego, perante o seu comandante directo. Nada foi feito de preventivo, institucionalmente, que se tenha conhecimento.
Contudo, naquela altura, aproveitando o facto de alguns agentes da esquadra estarem associados na federação portuguesa de airsoft e serem associados da ASPP, esses profissionais fizeram umas simulações e treinos. Os exercícios foram exigentes e demonstraram as fragilidades do sistema. actual e a deficiência dos meios. Desde então, nada mais se fez.
Neste episódio do Brasil, sabe-se que foi um elemento da unidade de trânsito quem tomou a iniciativa de entrar no edifico e, por sorte, conseguir ferir o suspeito no abdómen, levando-o seguidamente ao suicídio.
É certo que este espaço dedicado aos elementos da aspp é pouco ou sequer nem é frequentado por pessoas com cargo de comando, mas alguém lhes devia chamar à atenção, de que isto que se passa no estrangeiro, qualquer dia, pode acontecer em Portugal. E depois?!...
Sempre podemos acreditar que existirão pequenos heróis nas esquadras e postos do Pais e que as pobres vitimas não aumentem ou sofram mais, devido à distancia de onde estão os actuais especialistas?!... Portugal é pequeno, mas os primeiro minutos, neste tipo de acidente táctico, são fundamentais para se evitar o agravamento das vitimas. Estarão elas preparadas para esperar horas?!...


quarta-feira, 6 de abril de 2011



Vale a pena ver o filme, para vermos a espécie de gente que nos dirige.
Sem mais palavras.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Não. A Culpa não é da falta de agentes.

Assaltos a residências aumentaram 97% em Viseu e Lamego

Nem a casa do comandante da esquadra de Viseu escapou aos ladrões durante o ano passado

Por: tvi24 / MM | 5- 4- 2011 15: 39

Crime (arquivo)

As áreas urbanas de Viseu e Lamego registaram de 2009 para 2010 um aumento de 97 por cento nos assaltos a habitações, informou esta terça-feira o comandante distrital de Viseu da PSP, Serafim Tavares.

Este aumento corresponde ao crescimento dos furtos em residências de 76, registados em 2009, para 150 no ano passado. Um dos casos citados foi o da casa do comandante da esquadra de Viseu.

Estes dados foram divulgados após a reunião do Conselho Coordenador Distrital de Segurança Interna, de Viseu, que, no entanto, registou um decréscimo no global da criminalidade no mesmo período de 0, 8 por cento.

A questão dos assaltos a residências foi o dado considerado mais preocupante por parte do conselho distrital de segurança num ano apontado como positivo no que diz respeito aos números da criminalidade, com destaque para a criminalidade violenta ou grave, que diminuiu de 214 ocorrências para 193.

O Governador Civil do distrito de Viseu, Miguel Ginestal, que coordena o conselho de segurança interna distrital, admitiu que, tal como nos dados de 2009 divulgados no ano passado, a crise económica e social tem «uma importância significativa» no que toca ao crescimento dos furtos a habitações.

Para fazer face a este cenário, o comandante da PSP admite que não tem soluções imediatas, porque isso «exigiria um polícia por habitação», aconselhando os cidadãos a serem «os primeiros defensores do seu património» com o aumento da vigilância e diminuir a «ocasião que faz o ladrão». «O furto acontece quando se verificam falhas na segurança e essa é, em primeiro lugar, da responsabilidade de cada um de nós. Por isso se exige um comportamento adequado de cada cidadão», disse Serafim Tavares, que sublinha que «o alarmismo não é benéfico».

Além da vigilância acrescida dos cidadãos, a polícia admite que actua em situações de áreas identificadas em cada momento «mas não pode estar em todo o lado e ao mesmo tempo», tendo recusado responder se o número de efectivos existentes corresponde às necessidades, justificando que «ninguém sabe qual o número indicado de homens».

Por parte da GNR, os dados apontam, segundo o seu comandante distrital, Eduardo Seixas, no mesmo sentido, seja no que diz respeito ao aumento dos assaltos a residências, com mais 82 ocorrências em 2009, com 483, o que corresponde a um acréscimo de 20 por cento.

quarta-feira, 23 de março de 2011

E AGORA QUE CHEGOU AO FIM?!...

Os policias em geral, excepto os privilegiados através das progressões e graduações que se efectuaram em 2010, devem reflectir bem sobre o caminho percorrido desde 2005. A PSP atravessa a maior crise humana e material que jamais conheceu. Só não vê isso quem não quer olhar para as coisas como elas são. No aspecto remuneratório, sentimos os congelamentos de 2005, 2006 e 2007 e o actual. Enquanto isso, o poder politico lapidou os nossos milhões, por exemplo num banco que tem um buraco sem fundo que é o BPN. Os economistas e comentadores políticos guerrilham-se nos diagnósticos, mas as famosas curas ou são adiadas ou são curadas com novas doenças. A PSP, por força dessa falta de tesouraria, não deixou progredir quem tem direito a progredir, nem por outro lado, coloca os seus agentes nos novos índices remuneratório, com os arrastamentos devidos. Desculpam-se em actos de falta de dinheiro, mas, infelizmente, existe dinheiro para outras coisas, concretamente, mordomias, que não são extensivas a todos os agentes da PSP. No entanto, a criminalidade e trabalho não vai acabar. Os sacrifícios exigidos aos polícias são bastantes, comparados com as coisas boas que receberão. Adivinham-se tempos escuros, manifestações e levantamento social. Lembremos o passado que torna o PS na oposição um partido mais activo. Lembremos por isso os tempos de governo de Cavaco Silva e de Durão Barroso e Santana Lopes. Por outro lado, ninguém espere facilidades ou direitos por parte do partido do poder, se vier a ser o partido social democrata. como diz o Povo, «são farinhas do mesmo saco». No entanto, os partidos de direita arrastam muito trabalho e instabilidade nas ruas. Por isso, sem direitos e apenas com deveres, adivinham-se tempos difíceis. É tempo por isso de perguntar ao Sr. Primeiro Ministro demissionário: E agora que chegou ao fim como vai ser?!...