terça-feira, 5 de abril de 2011

Não. A Culpa não é da falta de agentes.

Assaltos a residências aumentaram 97% em Viseu e Lamego

Nem a casa do comandante da esquadra de Viseu escapou aos ladrões durante o ano passado

Por: tvi24 / MM | 5- 4- 2011 15: 39

Crime (arquivo)

As áreas urbanas de Viseu e Lamego registaram de 2009 para 2010 um aumento de 97 por cento nos assaltos a habitações, informou esta terça-feira o comandante distrital de Viseu da PSP, Serafim Tavares.

Este aumento corresponde ao crescimento dos furtos em residências de 76, registados em 2009, para 150 no ano passado. Um dos casos citados foi o da casa do comandante da esquadra de Viseu.

Estes dados foram divulgados após a reunião do Conselho Coordenador Distrital de Segurança Interna, de Viseu, que, no entanto, registou um decréscimo no global da criminalidade no mesmo período de 0, 8 por cento.

A questão dos assaltos a residências foi o dado considerado mais preocupante por parte do conselho distrital de segurança num ano apontado como positivo no que diz respeito aos números da criminalidade, com destaque para a criminalidade violenta ou grave, que diminuiu de 214 ocorrências para 193.

O Governador Civil do distrito de Viseu, Miguel Ginestal, que coordena o conselho de segurança interna distrital, admitiu que, tal como nos dados de 2009 divulgados no ano passado, a crise económica e social tem «uma importância significativa» no que toca ao crescimento dos furtos a habitações.

Para fazer face a este cenário, o comandante da PSP admite que não tem soluções imediatas, porque isso «exigiria um polícia por habitação», aconselhando os cidadãos a serem «os primeiros defensores do seu património» com o aumento da vigilância e diminuir a «ocasião que faz o ladrão». «O furto acontece quando se verificam falhas na segurança e essa é, em primeiro lugar, da responsabilidade de cada um de nós. Por isso se exige um comportamento adequado de cada cidadão», disse Serafim Tavares, que sublinha que «o alarmismo não é benéfico».

Além da vigilância acrescida dos cidadãos, a polícia admite que actua em situações de áreas identificadas em cada momento «mas não pode estar em todo o lado e ao mesmo tempo», tendo recusado responder se o número de efectivos existentes corresponde às necessidades, justificando que «ninguém sabe qual o número indicado de homens».

Por parte da GNR, os dados apontam, segundo o seu comandante distrital, Eduardo Seixas, no mesmo sentido, seja no que diz respeito ao aumento dos assaltos a residências, com mais 82 ocorrências em 2009, com 483, o que corresponde a um acréscimo de 20 por cento.

quarta-feira, 23 de março de 2011

E AGORA QUE CHEGOU AO FIM?!...

Os policias em geral, excepto os privilegiados através das progressões e graduações que se efectuaram em 2010, devem reflectir bem sobre o caminho percorrido desde 2005. A PSP atravessa a maior crise humana e material que jamais conheceu. Só não vê isso quem não quer olhar para as coisas como elas são. No aspecto remuneratório, sentimos os congelamentos de 2005, 2006 e 2007 e o actual. Enquanto isso, o poder politico lapidou os nossos milhões, por exemplo num banco que tem um buraco sem fundo que é o BPN. Os economistas e comentadores políticos guerrilham-se nos diagnósticos, mas as famosas curas ou são adiadas ou são curadas com novas doenças. A PSP, por força dessa falta de tesouraria, não deixou progredir quem tem direito a progredir, nem por outro lado, coloca os seus agentes nos novos índices remuneratório, com os arrastamentos devidos. Desculpam-se em actos de falta de dinheiro, mas, infelizmente, existe dinheiro para outras coisas, concretamente, mordomias, que não são extensivas a todos os agentes da PSP. No entanto, a criminalidade e trabalho não vai acabar. Os sacrifícios exigidos aos polícias são bastantes, comparados com as coisas boas que receberão. Adivinham-se tempos escuros, manifestações e levantamento social. Lembremos o passado que torna o PS na oposição um partido mais activo. Lembremos por isso os tempos de governo de Cavaco Silva e de Durão Barroso e Santana Lopes. Por outro lado, ninguém espere facilidades ou direitos por parte do partido do poder, se vier a ser o partido social democrata. como diz o Povo, «são farinhas do mesmo saco». No entanto, os partidos de direita arrastam muito trabalho e instabilidade nas ruas. Por isso, sem direitos e apenas com deveres, adivinham-se tempos difíceis. É tempo por isso de perguntar ao Sr. Primeiro Ministro demissionário: E agora que chegou ao fim como vai ser?!...