quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PSP EM LAMEGO. UM TRISTE FINAL.

Muito já se escreveu e muito mais se há-de escrever, mas a triste sina de se andar constantemente a falar da saída de PSP da cidade de Lamego, já começa a desesperar.
Hoje, muitos de nós ouviram comentários que irá mais um chefe de Lamego para Viseu e que a acompanhar mais 6 agentes se lhe vão juntar num mini-estágio para a central de comunicações e que desses 6, pelos menos 3, já teriam o lugar certo naquela cidade.
Enquanto isso, o Comando da PSP de Viseu, na sua incondicionalidade de tudo saber e poder fazer, continua assim a retirar efectivo da PSP de Lamego, para subtilmente, esvaziar os quadros, até que, finalmente, por falta de pessoal, se entregue o policiamento da cidade à GNR.
Dirão muitos: que fantasiosos são estes sindicalistas!... Aliás, o Sr. Comandante de Viseu ou quem toma estas decisões, parece, a constar daquilo que se ouviu na entrevista que deu a um órgão de comunicação social, é que não querem saber de Lamego para nada, aliás, a cidade sempre fica a 70 kms de Viseu e estamos todos numa de redução de custos...
Assim, se vai brincando com a segurança e possivelmente com a própria integridade pessoal do efectivo a prestar serviço na PSP de Lamego. Enquanto isso, as entidades politicas e institucionais, parece que também andam a assobiar para o lado, mas exigem resultados.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

UM VIDEO INTERESSANTE.

AFINAL, CAMINHAMOS ALEGRES PARA ONDE?

Ontem, vários colegas da Divisão de Lamego, questionavam-nos sobre o motivo da DN/PSP não ter posicionado o pessoal nos novas posições remuneratórios, porque não tinha sido pago o subsidio de fardamento, da divisão ter praticamente todos os carros avariados e não haver viaturas novas, não existirem impressoras e computadores, não haver papel para a única impressora a funcionar na esquadra e sobretudo sobre o novo plano de congelamentos da função pública.
Obviamente que não soubemos nem podemos saber responder porque decisões deste tipo são tomadas umas na Sede de Comando em Viseu, outras na DN/PSP e as principais no Palácio de São Bento.
Por outro lado, hoje, quando se assiste e vê o Sr. Primeiro Ministro na televisão, sempre optimista e incentivado «a puxar sozinho pelo País», só se lamenta que ele, um dia, não tenha concorrido à PSP, antes mesmo de concluir o curso de engenheiro. Dessa forma, vestindo o uniforme, sofrendo das dificuldades de servir a PSP e Portugal, com «honra» e dignidade, mas com vencimentos indignos e sem condições materiais, com muito amor à camisola, talvez, só talvez, ele tivesse humildade de entender a fibra de que são criados os polícias portugueses. Porque, como pais e chefes de família, muitos a passarem necessidades financeiras e económicas (somos o produto da sociedade), e que nunca usufruíram de benesses iguais às que foram dadas aos «jobs for the boys», agora, têm de «amargar o pão que o diabo amassou», por causa daquilo que os «boys» comeram!...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

DIREITO À GREVE. SIM, OU NÃO?



PSP: Impedir greve é «inconstitucional» - Garcia Pereira.

A proibição do direito à greve aos polícias é «inconstitucional» e as «ameaças» da Direção Nacional da PSP de avançar com processos disciplinares a quem adira à greve poderá ser «disciplinar e criminalmente punível», defendeu o jurista Garcia Pereira.


O Ministério da Administração Interna (MAI) voltou hoje a defender que a greve na PSP constitui «um ilícito disciplinar de extrema gravidade» e que «a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública, no exercício das suas competências disciplinares, apurará as responsabilidades pela prática» de tal crime. - diz o Senhor Secretário de Estado do MAI.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Perguntamos nós: são os dois Doutorados em Direito, afinal qual dos dois tem razão?!...

Pois bem, nós, sem termos estudado tanto, só queremos esclarecer o Sr. Secretário de Estado que também sabemos ler. É que o Artigo 270º da Constituição de facto prevê a «restrição» de direitos e «a não admissão o direito à greve», mas o artigo 17º, n.º 3, prevê: «As leis restritivas de direitos, liberdades e garantias têm de revestir carácter geral e abstracto e não podem ter efeito retroactivo nem diminuir a extensão e o alcance do conteúdo essencial dos preceitos constitucionais.»... E o que fizeram com o direito à Greve?!... Já agora, sabem que os militares também podem fazer Greve!...
Aqui fica para quem tem dúvidas:

Artigo 270.º

(Restrições ao exercício de direitos)

A lei pode estabelecer, na estrita medida das exigências próprias das respectivas funções, restrições ao exercício dos direitos de expressão, reunião, manifestação, associação e petição colectiva e à capacidade eleitoral passiva por militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efectivo, bem como por agentes dos serviços e das forças de segurança e, no caso destas, a não admissão do direito à greve, mesmo quando reconhecido o direito de associação sindical.


restringir | v. tr. | v. pron.
restringir - Conjugar 
v. tr.
1. Reduzir, limitar.
2. Gram. Limitar a extensão do significado de (uma palavra).
3. Dar sentido restrito a (palavra ou frase).
4. Med. Apertar.
v. pron.
5. Limitar-se, reduzir-se.
6. Moderar-se, conter-se.

proibir | v. tr.
proibir (o-i) - Conjugar 
v. tr.
1. Ordenar que se não faça.
2. Prescrever a abstenção de.
3. Obstar, impedir, opor-se a.

Via: Dicionário Priberam.

sábado, 14 de agosto de 2010

ALGUÉM PODE AVISAR O MAI?

Ontem, o semanário SOL noticiava que, em Azambuja, estão 120 Skodas parados, devidamente caracterizados com as cores e insígnias da PSP e GNR, e só não são entregues às forças de segurança porque falta o MAI pagar ao Importador Nacional. De acordo com o semanário estão, ali, estacionados, desde Janeiro de 2010.
Obviamente, nada disto seria anormal, não fosse o facto, deste Blog ter conhecimento directo que na Divisão de Lamego, as viaturas que estão a ser utilizadas, são velhas, algumas podres, e apresentam diversas avarias e estão adequadas a provocar acidentes, colocando em risco a vida dos ocupantes e dos demais utilizadores da via pública quando circulam.
Desta vez o Blog não pode ser acusado de demagogia porque qualquer pessoa que se desloque à cidade de Lamego poderá constatar que, não estamos a «mentir», porque das dezenas de viaturas existentes que se mantém ao serviço, apenas duas, um Renault Megane de 2005 e um Skoda Octavia de 2006, têm menos de 5 anos. Os restantes veículos, motos mais de 10 anos. Aliás, existe uma viatura de transporte de pessoal, uma TP 8, com 23 anos que só pega de empurrão !...
Por outro lado, não nos move o problema da idade, dos veículos , mas sim o estado de conservação, o aspecto, a imagem e a segurança dos ocupantes.
Sabemos, fazemos questão de aqui dizer, que o Comando faz o que pode, porque os carros passam a maior parte do tempo na oficina, que é particular, e quando regressam , depressa surge ou as mesmas avarias ou outras.
Enquanto isso acontece, 60 viaturas, novas, destinadas à PSP estão paradas...
Parafraseando a expressão de Fernando Pessa: « E esta, hein?»
Alguém pode informar o MAI para ver se oferece 2 ou 3 viaturas à PSP de Lamego, mas primeiro que as pague?

sábado, 31 de julho de 2010

É TUDO UMA QUESTÃO DE MATEMÁTICA

XI Legislatura (eleição em 27 de Setembro de 2009)

Foto Hemiciclo da XI Legislatura

partido

deputados

votos

percentagem

BE_quadrado BE

16

557.306

9,81%

Quadrado_PCP PCP

13

a)

a)

Quadrado_PEV PEV

2

a)

a)

Quadrado_PS PS

97

2.077.238

36,56%

Quadrado_PPD/PSD PPD/PSD

81

1.653.665

29,11%

Quadrado_CDS-PP CDS-PP

21

592.778

10,43%

a) PCP e PEV concorreram juntos na coligação PCP/PEV, tendo obtido o total de 446.279 votos (7,86%).


Ontem, um célebre político, dizia a propósito da legitimidade de alguns membros do actual Governo ainda estarem no executivo, justificando-se com o resultado da últimas eleições, nas quais os Portugueses votaram no PS.
Assim, pegando nos números de 31 de Dezembro de 2005 ,a população residente em Portugal foi estimada em 10 569 592 indivíduos, dos quais 5 115 742 homens e 5 453 850 mulheres.
Ora, tal como se verifica no quadro acima indicado, apenas 2 077.238 dos eleitores portugueses votaram no PS, ou seja, pegando no mesmo raciocínio do Sr. «politico».
Na perspectiva apenas dos números, não é legitimo e justo questionarmos a «tal legitimidade» dada ao PS, apenas por 2 milhões de eleitores portugueses?
E a vontade dos outros 8 milhões de portugueses que não votaram PS, porque não quiseram ou ainda não puderam, não pode ela ser igualmente escutada?!...
Por exemplo: OS SINDICATOS DE POLÍCIA QUE ANDAM HÁ ANOS A PREGAR PARA O AR...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

E SE FOSSE UM DE NÓS O CONDUTOR?





Quem quiser conversar sobre xenofobia certamente terá que se lembrar da mensagem transmitida pelo poder politico a um sindicalista da policia, que levou com um processo e a uma punição, só por dizer que: «A culpa do aumento da criminalidade se devia à emigração», por isso, aqui não se pode falar do comportamento de alguns «ciganos»!
Mas nós, mais previdentes, não vamos dizer nada que coloque em causa o bom nome dessa etnia, mas temos duas imagens para mostrar.
Resumindo, o que aqui se vê, aconteceu porque, na noite de sexta-feira, uma criança que brincava no passeio, correu atrás de uma bola que fugiu para a estrada, mas teve o azar de embater, ou melhor, ser «atropelada», por uma senhora que calmamente conduzia o seu carro. De seguida …, bem de seguida aconteceu muita coisa! Até o pessoal do INEM que foi socorrer a vítima, ou as vitimas, acabou a ser afugentado do local e a ambulância ficou danificada. Bem, tiveram o azar de demorar muito, por isso… Se pega moda.
Já quanto à azarada da condutora e os familiares desta que a acompanhavam, bem, só levaram uns «empurrões», ficaram com as roupas estragadas e lá apanharam, imaginem, até tiveram direito a ser escoltadas até casa pela polícia, porque um carro cheio de pessoas respeitáveis, daquele bairro, também as queria  acompanhar a casa…
Apresentar queixa?!... Vai, lá vai.
E a polícia, bem, quando lá chegou, então é que foram elas… bem, as coisas até podiam ter sido piores…
Por isso, como não podemos ter a liberdade de expressão de expressar aquilo que nos vai na alma e chamar os bois pelos nomes, só podemos dizer: «Os polícias não podem ir apanhar os paralelos.»
Aliás, houvesse vergonha na cara das pessoas que gerem as instituições públicas e os buracos abertos por aquelas pessoas ali ficariam, abertos, durante muito tempo. Quem os arrancou da calçada e os amontoou que os colocasse no sítio. Trabalho comunitário! 
Mas não, a subserviência, o medo, a xenofobia, vai fazer com que alguém lhes vá ainda pedir desculpas!

A criança foi levada ao hospital e está bem, imaginem como estariam as coisas se estivesse mal...


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Deus dá nozes a quem não tem dentes…

Por lá, pelas bandas de Lamego, se alguém se esqueceu nós gostamos de lembrar, também se diz que os polícias que ali trabalham pertencem ao efectivo do Comando Distrital de Viseu e que também trabalham no mesmo distrito e que prosseguem os mesmos interesses da PSP nacional, por isso seria bom alguém lembrar o Sr. Governador Civil e não só, das necessidades daquele pessoal da PSP de Lamego. 

É que dizem, nós não sabemos nem podemos dizer, que a Divisão de Lamego nunca recebeu uma viatura à civil nova, repetimos, nova e que desde sempre tem apenas recebido o refugo ou seja carros usados de Viseu... mas nós não sabemos nada!... 

Há quem diga também, porque nós não sabemos nem podemos dizer nada, que eles por lá  também têm falta de pessoal, e que ainda agora, por causa da criação desta CLS, o famoso reforço que o Sr. MAI prometeu para o Distrito, veio todo para Viseu. A cidade de Lamego ficou a chuchar...

Fala-se que lhes faltam computadores, impressoras, scanners, carros, novos, motos,novas, porque não, bicicletas e talvez de um Segway. Não sabemos é se o triciclo de duas rodas conseguirá subir a rua de almacave, mas também não interessa, aquela rua só permite descer, é de sentido único.

Mas que seja nova, em folha, nada de material usado...


 


CLS de Viseu

Para ouvir, comer e não se fazer comentários tristes.