segunda-feira, 26 de julho de 2010

E SE FOSSE UM DE NÓS O CONDUTOR?





Quem quiser conversar sobre xenofobia certamente terá que se lembrar da mensagem transmitida pelo poder politico a um sindicalista da policia, que levou com um processo e a uma punição, só por dizer que: «A culpa do aumento da criminalidade se devia à emigração», por isso, aqui não se pode falar do comportamento de alguns «ciganos»!
Mas nós, mais previdentes, não vamos dizer nada que coloque em causa o bom nome dessa etnia, mas temos duas imagens para mostrar.
Resumindo, o que aqui se vê, aconteceu porque, na noite de sexta-feira, uma criança que brincava no passeio, correu atrás de uma bola que fugiu para a estrada, mas teve o azar de embater, ou melhor, ser «atropelada», por uma senhora que calmamente conduzia o seu carro. De seguida …, bem de seguida aconteceu muita coisa! Até o pessoal do INEM que foi socorrer a vítima, ou as vitimas, acabou a ser afugentado do local e a ambulância ficou danificada. Bem, tiveram o azar de demorar muito, por isso… Se pega moda.
Já quanto à azarada da condutora e os familiares desta que a acompanhavam, bem, só levaram uns «empurrões», ficaram com as roupas estragadas e lá apanharam, imaginem, até tiveram direito a ser escoltadas até casa pela polícia, porque um carro cheio de pessoas respeitáveis, daquele bairro, também as queria  acompanhar a casa…
Apresentar queixa?!... Vai, lá vai.
E a polícia, bem, quando lá chegou, então é que foram elas… bem, as coisas até podiam ter sido piores…
Por isso, como não podemos ter a liberdade de expressão de expressar aquilo que nos vai na alma e chamar os bois pelos nomes, só podemos dizer: «Os polícias não podem ir apanhar os paralelos.»
Aliás, houvesse vergonha na cara das pessoas que gerem as instituições públicas e os buracos abertos por aquelas pessoas ali ficariam, abertos, durante muito tempo. Quem os arrancou da calçada e os amontoou que os colocasse no sítio. Trabalho comunitário! 
Mas não, a subserviência, o medo, a xenofobia, vai fazer com que alguém lhes vá ainda pedir desculpas!

A criança foi levada ao hospital e está bem, imaginem como estariam as coisas se estivesse mal...


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Deus dá nozes a quem não tem dentes…

Por lá, pelas bandas de Lamego, se alguém se esqueceu nós gostamos de lembrar, também se diz que os polícias que ali trabalham pertencem ao efectivo do Comando Distrital de Viseu e que também trabalham no mesmo distrito e que prosseguem os mesmos interesses da PSP nacional, por isso seria bom alguém lembrar o Sr. Governador Civil e não só, das necessidades daquele pessoal da PSP de Lamego. 

É que dizem, nós não sabemos nem podemos dizer, que a Divisão de Lamego nunca recebeu uma viatura à civil nova, repetimos, nova e que desde sempre tem apenas recebido o refugo ou seja carros usados de Viseu... mas nós não sabemos nada!... 

Há quem diga também, porque nós não sabemos nem podemos dizer nada, que eles por lá  também têm falta de pessoal, e que ainda agora, por causa da criação desta CLS, o famoso reforço que o Sr. MAI prometeu para o Distrito, veio todo para Viseu. A cidade de Lamego ficou a chuchar...

Fala-se que lhes faltam computadores, impressoras, scanners, carros, novos, motos,novas, porque não, bicicletas e talvez de um Segway. Não sabemos é se o triciclo de duas rodas conseguirá subir a rua de almacave, mas também não interessa, aquela rua só permite descer, é de sentido único.

Mas que seja nova, em folha, nada de material usado...


 


CLS de Viseu

Para ouvir, comer e não se fazer comentários tristes.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

TEORIA DA SELECÇÃO NATURAL.



«A selecção natural é um processo da evolução proposto por Charles Darwin, aliás, Charles Robert Darwin FRS (Shrewsbury, 12 de Fevereiro de 1809 — Downe, Kent, 19 de Abril de 1882) famoso naturalista britânico, segundo ele, o conceito básico de selecção natural é que características favoráveis que são hereditárias tornam-se mais comuns em gerações sucessivas de uma população de organismos que se reproduzem, e que características desfavoráveis que são hereditárias tornam-se menos comuns. A selecção natural age no fenótipo - (termo “fenótipo” (do grego pheno, evidente, brilhante, e typos, característico) é empregado para designar as características apresentadas por um indivíduo, sejam elas morfológicas, fisiológicas e comportamentais) - ou nas características observáveis de um organismo, de tal forma que indivíduos com fenótipos favoráveis têm mais chances de sobreviver e reproduzir-se do que aqueles com fenótipos menos favoráveis. Se esses fenótipos apresentam uma base genética, então o genótipo associado com o fenótipo favorável terá sua frequência aumentada na geração seguinte. Com o passar do tempo, esse processo pode resultar em adaptações que especializarão organismos em nichos ecológicos particulares e pode eventualmente resultar na emergência de novas espécies».

Por outro lado o Povo costuma dizer: «O Pior cego é aquele que não quer ver.», ou seja quando uma pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente, negando-se a ver a verdade.»

Ora, na nossa perspectiva, a «selecção natural», que a partir de agora vamos designar «selecção empresarial» continua a realizar-se de forma subtil (deixemos a Biologia e apliquemos o conceito à gestão de pessoal e meios), na nossa “empresa”?!... É que certos “fenótipos”, aplicado a indivíduos no seu todo, em condições mais favoráveis que outros, ou porque têm “características” brilhantes que os demais indivíduos que estão nas mesmas condições (isso dizemos nós) não possuem, conseguem, através do principio da discriminação positiva, ou favoritismo positivo, «… passar à perna» a outros, com a maior das naturalidades. O pior é que além dessas “ultrapassagens”, o Criador permite a “desertificação” do lugar ao se esquece de o repovoar.

E, assim, ao longo dos últimos anos, se vão “reproduzindo” situações, onde a «selecção natural» que é o princípio regulador das coisas (aplicado à gestão de recursos humanos e meios materiais), infelizmente, vaticinamos nós, vai com o tempo levar à extinção da “espécie PSP” em Lamego e o aparecimento da “espécie GNR”.

terça-feira, 25 de maio de 2010

AUMENTOS DE 1,5% NA PSP!...

Todos os meios de comunicação divulgam hoje que o Sr. Ministro da Administração Interna disse que a PSP e GNR vão ter um aumento de 1,5% e que não compreendia a manifestação dos polícias. Sinceramente!... Só pode estar a brincar!
Porque uma afirmação destas do Sr. 1º Ministro ainda se compreendia, uma vez que ele "só dá boas notícias", mas vinda do Dr. Rui Pereira, na qualidade de MAI, que tem o dever de respeitar a luta dos sindicatos, que lutam pela melhoria das condições de trabalho e defendem os direitos de participação, na defesa dos direitos, liberdades e garantias dos associados, sinceramente doí bastante.
Quem ganha com este tipo de afirmações?!...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

COMANDANTE POR VOCAÇÃO.

Por vezes as palavras não surgem da maneira que querermos e por vezes é difícil descrever por palavras aquilo que pensamos e sentimos por determinadas pessoas, principalmente quando uma dessas pessoas é só o Sr. Comandante de Divisão.

Por outro lado sempre podemos ser mal interpretados se fizermos muitos elogios levando determinadas pessoas a fazer juízos mal intencionadas, por inveja.

Contudo, como a Divisão de Lamego merecia há muito tempo um verdadeiro Comandante, não de polícias, mas de Homens, a ASPP/Lamego, sem demagogia, deseja, por tudo e por nada, FELIZ ANIVERSÁRIO .

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ESTAMOS CONTIGO, CARO AMIGO.


Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.

Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.

Fonte: Jornal O Público


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

LEMBRANÇA PARA O CMDT DE VISEU


Artigo 55.º
Liberdade sindical

1. É reconhecida aos trabalhadores a liberdade sindical, condição e garantia da construção da sua unidade para defesa dos seus direitos e interesses.

2. No exercício da liberdade sindical é garantido aos trabalhadores, sem qualquer discriminação, designadamente:

a) A liberdade de constituição de associações sindicais a todos os níveis;
b) A liberdade de inscrição, não podendo nenhum trabalhador ser obrigado a pagar quotizações para sindicato em que não esteja inscrito;
c) A liberdade de organização e regulamentação interna das associações sindicais;
d) O direito de exercício de actividade sindical na empresa;
e) O direito de tendência, nas formas que os respectivos estatutos determinarem.

3. As associações sindicais devem reger-se pelos princípios da organização e da gestão democráticas, baseados na eleição periódica e por escrutínio secreto dos órgãos dirigentes, sem sujeição a qualquer autorização ou homologação, e assentes na participação activa dos trabalhadores em todos os aspectos da actividade sindical.


4. As associações sindicais são independentes do patronato, do Estado, das confissões religiosas, dos partidos e outras associações políticas, devendo a lei estabelecer as garantias adequadas dessa independência, fundamento da unidade das classes trabalhadoras.

5. As associações sindicais têm o direito de estabelecer relações ou filiar-se em organizações sindicais internacionais.

6. Os representantes eleitos dos trabalhadores gozam do direito à informação e consulta, bem como à protecção legal adequada contra quaisquer formas de condicionamento, constrangimento ou limitação do exercício legítimo das suas funções.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Reunião ASPP com Comandante de Viseu

No seguimento de um pedido solicitado pela ASPP/PSP ao Sr. Comandante do Comando Distrital de Viseu, decorreu hoje, no período das 11H00 às 12H45, uma reunião entre o Sr. Comandante e representantes da nossa ASPP, tendo como base de discussão, matéria relacionada com a gestão do pessoal, designadamente a contestada forma como estão a decorrer as transferências internas, de Lamego para Viseu, sobre o efectivo esvaziamento do quadro de pessoal a prestar serviço na divisão de Lamego, os critérios de admissão de pessoal na EIF de Viseu, a questão de mais remunerados, falta de computadores, reorganização interna, bem como de outros assuntos de importância semelhante.

Será que o Latim que gastaram serviu para alguma coisa?!...

sábado, 3 de outubro de 2009

QUEM QUER ACABAR COM A PSP EM LAMEGO?

Falando um pouco da história da PSP de Lamego pode-se dizer que foi criada há cerca de 132 anos. A instituição ao longo dos tempos deve ter tido momentos altos e momentos baixos.

No século passado, nos anos 90, era o Sr. Dias Loureiro Ministro da Administração Interna, quando se começou a falar e teve a ideia de encerrar a Secção.

Felizmente, o Partido Socialista ganhou as eleições em 1996 e não deixou encerrar a Secção de Lamego. Contudo, durante esse periodo fechou-se a Esquadra de Mangualde e a Esquadra de Tondela, dentro do Comando de Viseu.

Agora, os anos passaram-se e há muito pouco tempo, desta vez pela mão do Partido Socialista e do ministro António Costa, o Governo decidiu-se, novamente, em voltar a falar do encerramento da Secção de Lamego porque diziam eles a cidade não tinha mais de 25 mil habitantes por isso devia ser entregue à GNR. Ou seja, tornar rural a cidade de Lamego.

No entanto, como perdeu o cargo, o Sr. Ministro António Costa, sucedeu-lhe o actual ministro Rui Pereira, contudo, a sina da cidade da PSP de Lamego começou ser traçada de outra forma.

Em 2007, a PSP desta cidade desce de categoria : passa de Secção a Esquadra.

Contudo, em 2009 o Sr. Ministro Rui Pereira requalificou a PSP de Lamego e voltou a transformar a Esquadra numa Divisão, constituída por 4 novas Esquadras.

Se esta alteração foi uma mais-valia para o Comando de Viseu não sabemos, mas que esta decisão afectou a PSP de Lamego e desagradou a muita gente de Viseu, presumimos que sim, a alguns desagradou e bem, mas sobre isso não vamos tecer aqui comentários para não sermos acusados de «separatistas».

Actualmente, Lamego, tem 4 esquadras, mas um efectivo que não chega para metade de uma...

Só que alguém, acha que tem o pessoal a mais.

Assim, a conta gotas, começou-se a permitir e vai-se permitindo o esvaziamento do efectivo de Lamego, transferindo-o para Viseu, para, quem sabe, daqui a uns anos fechar-se a porta, com a argumentação de falta de mão-de-obra.

Uma vez que os índices de criminalidade na cidade de Lamego, fruto do esforço do pouco pessoal, são baixos, talvez se queira de maneira estranha fazer com que subam...

Por isso diz-se agora à boca aberta, que durante muito tempo sempre se pensou que os inimigos da PSP de Lamego eram o poder político, mas agora há quem pense, comece a ter certezas, que não é bem assim.

Quando não se consegue entender que a PSP de Lamego é uma ilha isolada entre Vila Real e Viseu, que tem um efectivo menor de 50 homens, quando devia ter no mínimo 70, onde tudo é exigido ao pessoal com a desculpa de que não há homens suficientes, e, agora se permite aquilo que ninguém percebe, é mesmo para perguntar: AFINAL QUEM QUER FECHAR A PSP EM LAMEGO?