segunda-feira, 31 de agosto de 2009

NOVO HOSPITAL DE LAMEGO: PSP OU GNR



O busilis da questão levantou-se à uns tempos, mas ninguém assume o problema, excepto a ASPP que já levou o assunto a diversas entidades.
De facto o PS e o Sr. MAI, deram um tiro em seco, ao não definir em concreto a competência do patrulhamento da freguesia da Sé e infelizmente o novo hospital de Lamego está a ser construido na área de jurisdição da Sé.
Além do mais, a freguesia da Sé, que juntamente com a freguesia da Almacave criam a cidade de Lamego é repartida pelas duas forças, sendo que a parte urbana pela PSP e a parte "rural" pela GNR de Lamego, que não perdeu o Destacamento ,nem as instalações na cidade, e permanece à espera de fazer o assalto final à cidade. Que ironia...
Dizem as más bocas que durante muitos anos houve quem o dissesse que a GNR chegou a estar certa a 100% que iriam tomar conta do policiamento da cidade de Lamego e que a PSP iria embora, mas o MAI trocou-lhe as voltas. A PSP permaneceu e recomenda-se.
Mesmo assim, como alguns de nós sabemos, houve quem na GNR não digerisse lá muito bem a coisa e por várias vezes fizeram operações de trânsito, dentro da área urbana, garantido dessa forma a segurança da cidade!... Com tanta área rural para patrulharem, gostavam de o fazer na cidade, mas quem os pode condenar. Na cidade vê-se coisas muito bonitas... Mesmo assim, há quem o diga, foi um boato que correu, que lá para os lados do Pingo Doce aconteceram umas peripécias por causa de telemóveis e levantamento de uns autos à janela...
Aqui chegados, até nem se entende porque a GNR não patrulha toda a área da freguesia da Sé. É que a portaria que aprovou as nova áreas de patrulhamento esqueceu-se de definir esta, por isso, a GNR tem legitimidade para poder patrulhar a zona do novo hospital.
Uma vez que adoram estar na Rotunda da A24, o hospital é um poucochinho mais acima...

sábado, 30 de maio de 2009

JUSTIÇA, INJUSTIÇA...


"Dizem que uma injustiça é, por natureza um bem, e sofrê-Ia, um mal, mas que ser vítima de injustiça é um mal maior do que o bem que há em cometê-Ia. De maneira que, quando as pessoas praticam ou sofrem injustiças umas das outras, e provam de ambas, lhes parece vantajoso, quando não podem evitar uma coisa ou alcançar a outra, chegar a um acordo mútuo, para não cometerem injustiças nem serem vítimas delas. Daí se originou o estabelecimento de leis e convenções entre elas e a designação de legal e justo para as prescrições da lei. Tal seria a génese e essência da justiça, que se situa a meio caminho entre o maior bem — não pagar a pena das injustiças — e o maior mal — ser incapaz de se vingar de uma injustiça. Estando a justiça colocada entre estes dois extremos, deve, não preitear-se como um bem, mas honrar-se devido à impossibilidade de praticar a injustiça. Uma vez que o que pudesse cometê-Ia e fosse verdadeiramente um homem nunca aceitaria a convenção de não praticar nem sofrer injustiças, pois seria loucura. Aqui tens, ó Sócrates, qual é a natureza da justiça, e qual a sua origem, segundo é voz corrente.
Sentiremos melhor como os que observam a justiça o fazem contra vontade, por impossibilidade de cometerem injustiças, se imaginarmos o caso seguinte. Dêmos o poder de fazer o que quiser a ambos, ao homem justo e ao injusto; depois, vamos atrás deles, para vermos onde a paixão leva cada um. Pois bem! Apanhá-lo-emos, ao justo, a caminhar para a mesma meta que o injusto, devido à ambição, coisa que toda a criatura está por natureza disposta a procurar alcançar como um bem; mas, por convenção, é forçada a respeitar a igualdade. E o poder a que me refiro seria mais ou menos como o seguinte: terem a faculdade que se diz ter sido concedida ao antepassado do Lídio [Giges]. Era ele um pastor que servia em casa do que era então soberano da Lídia. Devido a uma grande tempestade e tremor de terra, rasgou-se o solo e abriu-se uma fenda no local onde ele apascentava o rebanho. Admirado ao ver tal coisa, desceu por lá e contemplou, entre outras maravilhas que para aí fantasiam, um cavalo de bronze, oco, com umas aberturas, espreitando através das quais viu lá dentro um cadáver, aparentemente maior do que um homem, e que não tinha mais nada senão um anel de ouro na mão. Arrancou-lho e saiu. Ora, como os pastores se tivessem reunido, da maneira habitual, a fim de comunicarem ao rei, todos os meses, o que dizia respeito aos rebanhos, Giges foi lá também, com o seu anel. Estando ele, pois, sentado no meio dos outros, deu por acaso uma volta ao engaste do anel para dentro, em direcção à parte interna da mão, e, ao fazer isso, tornou-se invisível para os que estavam ao lado, os quais falavam dele como se se tivesse ido embora. Admirado, passou de novo a mão pelo anel e virou para fora o engaste. Assim que o fez, tornou-se visível. Tendo observado estes factos, experimentou, a ver se o anel tinha aquele poder, e verificou que, se voltasse o engaste para dentro, se tornava invisível; se o voltasse para fora, ficava visível. Assim senhor de si, logo tratou de ser um dos delegados que iam junto do rei. Uma vez lá chegado, seduziu a mulher do soberano, e com o auxílio dela, atacou-o e matou-o, e assim se assenhoreou do poder.
Se, portanto, houvesse dois anéis como este, e o homem justo pusesse um, e o injusto outro, não haveria ninguém, ao que parece, tão inabalável que permanecesse no caminho da justiça, e que fosse capaz de se abster dos bens alheios e de não lhes tocar, sendo-lhe dado tirar à vontade o que quisesse do mercado, entrar nas casas e unir-se a quem lhe apetecesse, matar ou libertar das algemas a quem lhe aprouvesse, e fazer tudo o mais entre os homens, como se fosse igual aos deuses. Comportando-se desta maneira, os seus actos em nada difeririam dos do outro, mas ambos levariam o mesmo caminho. E disto se poderá afirmar que é uma grande prova de que ninguém é justo por sua vontade, mas constrangido, por entender que a justiça não é um bem para si, individualmente, uma vez que, quando cada um julga que lhe é possível cometer injustiças, comete-as. Efectivamente, todos os homens acreditam que lhes é muito mais vantajosa, individualmente, a injustiça do que a justiça. E pensam a verdade, como dirá o defensor desta argumentação. Uma vez que, se alguém que se assenhoreasse de tal poder não quisesse jamais cometer injustiças, nem apropriar-se dos bens alheios, pareceria aos que disso soubessem muito desgraçado e insensato. Contudo, haviam de elogiá-lo em presença uns dos outros, enganando-se reciprocamente, com receio de serem vítimas de alguma injustiça. Assim são, pois, estes factos.
Quanto à escolha, em si, entre as vidas de que estamos a falar, se considerarmos separadamente o homem mais justo e o mais injusto, seremos capazes de julgar correctamente. Caso contrário, não. Qual é então essa separação? É a seguinte: nada tiremos, nem ao injusto em injustiça, nem ao justo em justiça, mas suponhamos que cada um deles é perfeito na sua maneira de viver. Em primeiro lugar, que o injusto faça como os artistas qualificados — como um piloto de primeira ordem, ou um médico, repara no que é impossível e no que é possível fazer com a sua arte, e mete ombros a esta tarefa, mas abandona aquela. E ainda, se vacilar nalgum ponto, é capaz de o corrigir. Assim também o homem injusto deve meter ombros aos seus injustos empreendimentos com correcção, passando despercebido, se quer ser perfeitamente injusto. Em pouca conta deverá ter-se quem for apanhado. Pois o supra-sumo da injustiça é parecer justo sem o ser. Dêmos, portanto, ao homem perfeitamente injusto à mais completa injustiça; não lhe tiremos nada, mas deixemos que, ao cometer as maiores injustiças, granjeie para si mesmo a mais excelsa fama de justo, e, se acaso vacilar nalguma coisa, seja capaz de a reparar, por ser suficientemente hábil a falar, para persuadir; e, se for denunciado algum dos seus crimes, que exerça a violência, nos casos em que ela for precisa, por meio da sua coragem e força, ou pelos amigos e riquezas que tenha granjeado. Depois de imaginarmos uma pessoa destas, coloquemos agora mentalmente junto dele um homem justo, simples e generoso, que, segundo as palavras de Ésquilo, não quer parecer bom, mas sê-lo. Tiremos-lhe, pois, essa aparência. Porquanto, se ele parecer justo, terá honrarias e presentes, por aparentar ter essas qualidades. E assim não será evidente se é por causa da justiça, se pelas dádivas e honrarias, que ele é desse modo. Deve pois despojar-se de tudo, excepto a justiça, e deve imaginar-se como situado ao invés do anterior. Que, sem cometer falta alguma, tenha a reputação da máxima injustiça, a fim de ser provado com a pedra de toque em relação à justiça, pela sua recusa a vergar-se ao peso da má fama e suas consequências. Que caminhe inalterável até à morte, parecendo injusto toda a sua vida, mas sendo justo, a fim de que, depois de terem atingido ambos o extremo limite, um da justiça, outro da injustiça, se julgue qual deles foi o mais feliz. "

Platão.

Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira

Adaptação de Vítor João Oliveira

Retirado de República. Lisboa: Gulbenkian, 4ª ed., 1983, pp. 55-60

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Novamente os Louvores...


Um dever geral do Srs. funcionários e agentes da PSP é: «Usar de moderação e compreensão no trato com os subordinados, tanto em serviço como fora dele, procurando impor-se ao respeito e estima dos mesmos através de um comportamento justo.», Lei n.º 7/90.
Nós aqui não reinvindicamos o direito de reclamar e afirmar que estes não são justos, depende da perspectiva, mas, para haver estes louvores e na ocasião em que são dados, talvez, só talvez, se estes são verdadeiros exemplos a seguir, o que dizer dos demais funcionários e agentes?!...

sexta-feira, 22 de maio de 2009






Aos polícias do Comando Distrital de Viseu que ontem não ficaram em casa, que, ontem, dia 21 de Maio de 2009, sacrificaram horas de repouso, as suas folgas, ou dias de férias, ou baldaram-se ao serviço, para poder estar em Lisboa, um bem haja.



Como dos fracos não rezam boas histórias, para aqueles que dizem sempre que não podem ir porque " não têm direito a dias", para aqueles que mensalmente gozam religiosamente os créditos sindicais mensais e ontem não puseram lá os pés, REFLICTAM.

sábado, 16 de maio de 2009

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

NOVO ANO, VIDA NOVA. FELIZ 2009. ASPP SEMPRE.


A ASPP DE LAMEGO DESEJA A TODOS OS SEUS SÓCIOS, FAMILIARES, VISITANTES E A TODOS OS ANIMAIS RACIONAIS UM BOM ANO DE 2009.
PARA OS ANIMAIS IRRACIONAIS QUE DEUS LHES DÊ O DOBRO DAQUILO QUE ELES DESEJAREM PARA OS ANIMAIS RACIONAIS!...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ACONTECEU EM VISEU.

Escutar bem o comentador!...

" Seriam mais de mil e quinhentos alunos..., e pouco mais de uma dezena de polícias..."

sábado, 13 de dezembro de 2008

MISERAVEIS POLICIAS.



Num cenário destes, onde a anarquia impera, os instintos animalescos dominam, onde os polícias são usados, quer pelo poder politico quer como alvo dos inergúmenos, atiram-lhes pedras, paus, agredirem-nos e deitam-lhes fogo. Que hipóteses tínhamos nós?!... Em Portugal, com os meios que temos, numa situação destas, que garantias temos?!...

Portugal é um Povo sereno, tranquilo, protesta muito, mas luta pouco.

Se um dias as coisas aquecerem da forma como se viu na França e agora se vê na Grécia, estaremos nós preparados?! Os nossos uniformes, o equipamento standard, vulgo uniformes em uso (excepto UEP), não possuem características para aguentar isto como todos nós sabemos?

E, alguém se importa.