quinta-feira, 13 de novembro de 2008

... POLÍCIA TRANSFORMADO EM PALHAÇO...


Com esta é que nós não esperavamos: "(...) o polícia está transformado num palhaço. Porque prende hoje um individuo, leva-o para a esquadra e ele passada meia-hora está a rir-se da cara do polícia." - Hau.

Finalmente alguém, politico, diz uma coisa acertada!...


ver a notícia aqui: RTP

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

PORQUE RAZÃO SE SUICIDAM OS POLICIAS?

Ano negro na PSP e GNR. Uma militar da GNR deu ontem um tiro na cabeça, aumentando para 14 os suicídios este ano nas forças de segurança. Agentes que já desejaram a morte contam ao DN as suas razões. Os polícias recorrem cada vez mais a psicólogos e a GNR procura causas junto de pessoas próximas das vítimas.Tinha 26 anos e apenas quatro meses de serviço na GNR da Mealhada. Solteira, vivia com os pais perto do posto militar, onde ontem de manhã se suicidou com um tiro na cabeça. É o 14.º caso entre as forças policiais este ano.
As razões são desconhecidas, mas alguns dos que tentaram pôr termo à vida relataram ao DN o que os levou a desejar a morte."Os polícias não sabem como sair deste buraco em que se encontram, com tantos problemas financeiros por terem salários muito baixos, trabalho em excesso, falta de tempo para descansar nem acompanhar o crescimento dos filhos. E não têm apoio da instituição PSP nem da família, que deixa de os querer por estarem sempre ausentes. Acabam por ficar sozinhos."
Maria (nome fictício, tal como o dos restantes agentes nesta reportagem), elemento operacional da PSP já há 25 anos, diz ser tudo isto que está na origem da onda de suicídios que este ano mancharam a GNR (11 casos) e a PSP (três). E deixa um alerta: "Infelizmente, ainda vai haver mais situações destas, porque pensam que o suicídio resolve todos os problemas. Acaba-se tudo..."Maria "Porcaria à face da terra""Como é que se percebe estes casos todos de suicídio e de conflitos familiares que acabaram em homicídios praticados por profissionais de polícia?", pergunta Maria, referindo-se a uma agente da PSP que seria vítima de maus tratos e, em Setembro, em Sacavém, matou a tiro o marido ex-polícia. Num tom envergonhado, Maria relata o seu caso ao DN: "Eu própria já me tentei suicidar. Foi há muitos anos, porque era vítima de violência por parte do meu marido, também polícia, pois achava que eu lhe era infiel. Como estão sempre a lidar com casos de infidelidade, os polícias tornam-se desconfiados e pensam que se pode passar o mesmo em casa.""Eu ficava tão humilhada com aquilo que nem tinha forças para reagir. Uma pessoa sente-se a maior porcaria à face da terra. Por isso, entendo bem estas situações e apoio bastante as mulheres que apresentam queixa", confessou.De baixa psiquiátrica há mais de um mês, Maria diz não voltar ao serviço enquanto não estiver em condições: "Trabalho no terreno e não posso tomar decisões erradas. Estamos a lidar com armas, criminalidade violenta, bairros problemáticos, situações muito delicadas. Este trabalho exige sanidade mental a 100%. Muita gente depende da minha capacidade de resposta.""Sinto-me muito fragilizada como pessoa e profissional. Mas foi a própria instituição que me levou a isto, porque não dá incentivos. Nem que fosse só por palavras para reconhecer o trabalho que se fez e dar apoio moral às pessoas", referiu.Com os olhos rasos de lágrimas, lembrou ter trabalhado dois anos com crianças vítimas de violação: "Isso afecta psicologicamente uma pessoa. E a PSP não vê isso. Só demonstra falta de respeito. É isso que me revolta. Retirarem o valor de uma pessoa. Não consigo aceitar isto.""Já dei muito à polícia e a polícia a mim deu- -me zero. Foi aqui que aprendi a ser mulher. Dei a minha vida toda à PSP. E pela PSP deixei de dar atenção à família e aos filhos. Tudo para defender a bandeira nacional e a minha farda", diz, com uma tristeza no olhar. Desiludida, frisa que "o sonho comanda a vida. E quando uma pessoa deixa de ter sonhos, a vida deixa de fazer sentido"."Eu perdi todos os amigos que tinha antes de entrar para a PSP, porque deixou de haver tempo para manter essas amizades. Há um corte com o mundo civil e em toda a vivência. Aos polícias só restam os polícias. Não há horas para comer, dormir nem para nada. Faço um turno, mas pode-se prolongar por mais de sete horas se houver uma detenção ou outra ocorrência", explica."Estamos em situação de stress extremo. E a realidade actual é muito mais violenta do que aquilo tudo que nos ensinaram na escola de polícia", salienta. Critica a ideia feita que "se és polícia, tens de ser forte em todos os aspectos. Mas isso não é verdade. Somos humanos e temos os nossos limites, como as outras pessoas".Queixa-se que "não há apoio na corporação nem no exterior, porque a sociedade civil cada vez exige mais de nós"."Temos um gabinete de psicologia que trabalha para a polícia, mas não com os polícias", denuncia Maria. E deixa um alerta: "Cada pessoa que pede apoio psicológico fica automaticamente queimada e à mercê da instituição."Por isso, "estou a ser acompanhada pelo psicólogo e psiquiatra particulares. Eles estão também a tratar imensos elementos da PSP com muitos problemas. Há muitos agentes que não vivem, só sobrevivem, porque não têm tempo livre nem dinheiro. Só ganham 700 ou 800 euros por mês".Alerta que "começa a haver uma revolta silenciosa entre os polícias. Há agentes com meia dúzia de meses na PSP, que já estão tão desanimados com isto, que só desejam arranjar outro emprego e largar a PSP. Na minha esquadra, já ouvi mais de 40 agentes novos a dizerem isso".
João"Preso como um animal""Tenho 30 anos de PSP e nunca vi uma situação igual com tantos suicídios." Quem o diz é João, que já se encontra de baixa psiquiátrica desde 2005 e tentou suicidar-se no Outono de 2007. "Entrei em baixa psiquiátrica pelo grande desgaste em que me encontrava. Entretanto, foi-me detectada doença bipolar e a corporação não me ajuda em nada. Por isso, muitos como eu tentam pôr termo à vida", refere João, que tem uma certeza: "Se pudesse voltar atrás, não teria ingressado na PSP."Em 2007, a junta médica superior da PSP considerou-o "apto para retomar o serviço", enquanto a sua psiquiatra particular dizia que não estava em condições: "Fiquei muito transtornado com aquilo tudo. Estava em casa e não sei o que me passou pela cabeça. Ingeri grandes quantidades de medicamentos. Senti-me muito mal e, quando me dirigi à esquadra para pedir auxílio, peguei numa coisa qualquer e parti as vidraças das instalações.""Detiveram-me por danos voluntários. Estive oito horas detido na esquadra e algemado como se de um bandido se tratasse. Fui levado a tribunal e constituído arguido por ter feito um prejuízo de 190 euros", contou João, considerando "inadmissível" a situação: "Em vez de me ajudarem, porque estava mal psicologicamente, fui detido e tratado como um animal irracional. Se o mesmo tivesse sucedido com um cidadão comum, ele teria sido assistido e conduzido aos serviços médicos.""Não recorro aos serviços de psicologia da PSP, porque não confio neles. É um sistema que tem de ser remodelado para trabalhar para e com os polícias e não apenas para a PSP", sublinha o agente.E denuncia outra situação que classifica de grave: "Estamos a ser julgados por duas entidades, que é o tribunal e a própria instituição. Há cerca de 50 processos internos pendentes contra mim.""Sinto que a minha vida desapareceu. Perdi a minha família, os meus amigos. Tive de vender a casa para pagar aos advogados", queixa-se João.Manuel"Dar um tiro na cabeça""Estive de baixa psicológica durante um ano, devido a pressões da hierarquia. Puseram-me o telemóvel em escuta e descobri que estava a ser investigado", conta Manuel, com 23 anos de serviço operacional na PSP."Prejudicavam-me nas escalas, trocavam-me turnos e folgas, ficava sem tempo para a família, nem para a mulher nem para o filho. Sentia-me tão mal, que só queria abandonar a polícia e arranjar outro trabalho", confessou ao DN."Até cheguei a pensar em fechar-me na casa de banho da minha esquadra e dar um tiro na cabeça, porque aquilo poderia ser considerado acidente em trabalho. Assim, a mulher tinha direito a receber uma pensão e a casa ficava paga pelo seguro", explicou o mesmo agente."Na zona onde moro, a população é que se foi apercebendo de que havia algum problema comigo. Deram-me apoio, porque a minha mulher precisava de ser internada no hospital. Pedi ajuda aos serviços sociais da PSP e não fizeram nada. Os vizinhos é que me emprestaram dinheiro para ela poder ser tratada", recordou, deixando uma crítica: "Quando há um assalto, vou sempre a correr para tomar conta da situação. E a instituição não nos ajuda."Em termos salariais, diz que "é triste não poder comprar uns ténis ou umas calças ao filho, porque tem um pai que é polícia e ganha mal".Quanto ao gabinete de psicologia da PSP, "faz relatórios contra mim e a favor da instituição. Por isso, tenho de recorrer à psicóloga particular", salienta, denunciando mais outro problema: "Antigamente, éramos recrutados e sabíamos que tínhamos uma carreira e podíamos concorrer e progredir. Agora não. É preciso estar nas boas graças do chefe, senão nunca se sobe..."José"Antecâmara da morte"José já presta serviço operacional na PSP há 23 anos e é considerado um veterano que sabe lidar com situações de risco de suicídio. "Tenho servido de elo de ligação entre eles - os colegas que pensam em suicidar-se - e as soluções dos seus problemas", explicou ao DN, alertando que "tem aumentado assustadoramente o número de casos destes"."E a principal razão é a falta de descanso. Os polícias ganham mal e, para terem mais algum dinheiro, têm de fazer serviços gratificados, ficando sem tempo para descansar", denuncia."No outro dia, elementos do meu grupo entraram de serviço às 00.30. Às 04.30 detiveram três indivíduos por assalto a vários estabelecimentos comerciais e depois estiveram a fazer o expediente até às 21.30, porque aquilo era complicado e envolvia uma série de casos. Depois voltaram a pegar ao serviço à meia-noite até às 06.30. Às 10.00 tiveram de ir para tribunal com os suspeitos e aquilo prolongou-se até às 19.00. Portanto, estiveram praticamente dois dias seguidos a trabalhar sem descanso", relatou.Salienta que "a PSP não paga horas extras nem nada. Tiveram de almoçar e jantar fora pagando do seu bolso, enquanto as mulheres estavam em casa à espera deles com as refeições já cozinhadas"."Estes e outros problemas vão-se acumulando e chega-se a um ponto em que a pessoa começa a descarregar no elo mais fraco e mais próximo, que é a família. Ou termina no suicídio, porque não vê outra saída", comenta o mesmo agente da PSP.José traça o filme que culmina nesta tragédia: "O polícia vê o comandante a criticá-lo por se atrasar ou andar cansado. A família a queixar-se e a sociedade a exigir cada vez mais dele. Vai-se encolhendo mais e mais e acaba por se colocar na antecâmara da morte."Na última semana de Setembro, "um sub-chefe de Oeiras tentou suicidar-se. Ia lançar-se de uma falésia do cabo da Roca (Sintra). Felizmente, uma patrulha da GNR passou ali por acaso e evitou o suicídio. Ficou de baixa psiquiátrica".O mesmo agente considera que "antigamente, os polícias tinham mais capacidade de sofrimento. Mas, agora, os novos são mais frágeis e vulneráveis a nível psicológico. Vão-se abaixo mais facilmente".Pedro"Bomba de rastilho curto""O grande stress laboral de sobrecarga de trabalho é uma das principais causas que está a levar muitos agentes à baixa médica, a recorrer às consultas, a tentar o suicídio e a cometer violência doméstica", afirmou ao DN um elemento do Sindicato dos Profissionais de Polícia, que fez um estudo sobre esta problemática.Na origem destas crises, Pedro diagnosticou também "os baixos salários, falta de progressão na carreira e deficiências no gabinete de psicologia da PSP, que é uma fachada, porque só funciona depois de as desgraças acontecerem. Deviam era tomar medidas de prevenção para não sucederem"."Não há horário de trabalho estipulado", referiu, dando exemplos: "Num dia, o meu horário era das 08.00 às 16.00. Ligaram na véspera, às 16.00, a informar que, afinal, no dia seguinte só iria entrar às 21.00. Tive de reorganizar toda a minha vida. Noutro caso, dois elementos iam entrar às 16.00, mas mudaram-lhes o turno para as 18.00 sem os avisarem. Tiveram de ficar duas horas na esquadra à espera de entrar ao serviço."Com estas alterações todas, Pedro explica que "por vezes há polícias que só dormem uma ou duas horas, porque, além do horário normal, têm de fazer serviços gratificados e operações de noite e madrugada".Esclarece que "a resolução destes problemas de turnos não implica mais dinheiro nem gastos. Basta regulamentar os horários para permitir aos polícias terem uma vida social".Alerta que "os agentes mais novos vêm lá das terras deles e ficam em Lisboa abandonados. Um vivia num quarto com um colega. Só conseguia ir a casa uma vez por mês. Entretanto, o colega casou-se e mudou de casa. O outro ficou sozinho e não aguentou a solidão. Tentou suicidar--se na rua. Estava num banco de jardim com uma pistola na mão. Polícias encontraram-no, desarmaram-no e depois ele foi colocado de sentinela à porta da esquadra. Não teve apoio do comando nem acompanhamento psicológico. Mais tarde, voltou a ser considerado apto e devolveram-lhe a arma de serviço. No dia seguinte foi encontrado morto com um tiro na cabeça, no quarto onde vivia sozinho".Salienta que "há um número muito maior de situações mais graves que os suicídios: os casos de violência doméstica praticados por polícias. E a dor das suas vítimas vai-se prolongando por muito tempo". Na sua opinião, "um polícia é uma bomba com rastilho curto. Quando chegam ao limite, uns dá-lhes para se suicidarem e outros para agredirem em casa".Conclui que "tentar prevenir a criminalidade com polícias que trabalham 24 horas por dia não é sistema. Estão a trabalhar em cansaço e sem condições para o fazer".
FONTE: DIÁRIO NOTICIAS
BY CAPTOITA

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

FIM DO REGABOFE

Neste sitio muitos comentadores, alguns facilmente identificáveis e localizáveis, tem orientado as suas criticas contra o pessoal das brigadas à civil da PSP de Lamego, usando e abusando deste ponto de encontro, ou espaço de convívio, para descarregar o ódio de estimação que têm bem guardado no intimo contra as pessoas atingidas, descarregando aqui dessa forma todo o veneno que os invade através de comentários indelicados e ofensivos, aproveitando-se assim desta saída anónima, porque não têm coragem de enfrentar as pessoas que pretendem atingir olhos nos olhos.
Ora, a gestão deste blogue desde o inicio sempre quis dar liberdade de opinião aos visitantes quer fossem sócios ou não, mas face à pouca vergonha e falta de ética de alguns, a partir de hoje, até ao encerramento (apagamento) deste sitio, todos os comentários são admitidos com a condição que todos vão verificar.
Acabou-se o regabofe... e tanto nos importa que nos visitem ou não.
Isto também está para acabar!...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PRECISA-SE DE MAGALHÃES EM LAMEGO



Este tipo de computador chama-se "Magalhães" e parece que o Governo anda a oferece-lo nas escolas a todas crianças que estudam no País, a preço de saldo. Ora, a PSP de Lamego, como actualmente tem menos de 10 computadores operacionais - imaginem menos de 10 - dizem que devido à miserável arte de pedir a quem de direito, e porque os ditos responsáveis hoje já cá não estão e não podem responder por tamanha incompetência, ou melhor por tamanha miséria de visão, a ASPP agradecia ao Sr. Ministro, ou a alguma alma caridosa que, rapidamente, resolva este absurdo oferecendo também uns "magalhões" à Esquadra de Lamego de modo que o pessoal ali possa trabalhar com dignidade oferecendo um bom serviço ao cidadão que ali se desloca. Mandar pessoas para "casa" com a desculpa de que não existem computadores disponiveis é forte, muito forte.

Dizem que há pessoal na Investigação Criminal e no Trânsito que tem de esperar numa fila de espera para utilizar um único terminal e quando se senta ainda sente a cadeira "quentinho"...

E estando nós a falar dum serviço em quase tudo tem de passar computadores, num universo de 5o funcionários, imaginem ...

Incrível!... Contado, ninguém acredita. Querem apostar?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

SUSPIRO QUASE FINAL.

Afinal que força misteriosa é essa que parece existir para conseguir retirar a esperança do Blogue não resistindo às tentações dos Diabretes.
PAZ A ALMA DO BLOGUE
Descansa em Paz.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

PASSATEMPO: DESCUBRA AS DIFERENÇAS.



Fonte: Diário de Viseu (enviadas via email)

ESCRAVATURA "MODERNA"


Profissionais da polícia com «horários de escravatura»
Fonte: TSF
Hoje às 01:38
Consulte o artigo completo em: http://www.tsf.pt/paginainicial/portugal/interior.aspx?content_id=1016772

As associações sindicais da PSP e da GNR alertaram que as acções de fiscalização que se têm multiplicado nos últimos tempos e que impõem a alguns polícias «horários de escravatura» estão a afectar a qualidade do serviço prestado às populações.

Em declarações à TSF, o presidente da Associação de Profissionais da Guarda disse que, sob a «figura da disponibilidade permanente para o serviço», muitos polícias estão a trabalhar «24 sob 24 horas», dependendo o tempo de descanso da «sensibilidade de cada chefe».
«Muitos elementos trabalham em horários de escravatura», cujos resultados são «absolutamente negativos para a qualidade do serviço prestado e para a própria vida do profissional», acrescentou José Manageiro.
Por seu lado, Paulo Rodrigues, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), alertou que as «operações de fiscalização têm triplicado e, nalguns casos, quadruplicado».
«Muitos profissionais fazem o seu horário normal de trabalho e, passado três a quatro horas», têm de fazer uma operação de fiscalização, o que implica «alguns prejuízos no descanso», frisou.Paulo Rodrigues alertou ainda que o acumular de trabalho está a provocar «sofrimento acrescido» e «desconforto nalgumas divisões da PSP», para além de prejuízos na qualidade do serviço prestado.

sábado, 20 de setembro de 2008

EXCELENTE SERVIÇO. MÉRITO AO PESSOAL ENVOLVIDO.


A PSP de Viseu anunciou esta sexta-feira que a esquadra de Lamego recuperou vários objectos em ouro, no valor de mais de 25 mil euros, furtados de residências daquele concelho nos últimos meses, escreve a Lusa.
O comandante da PSP de Viseu, Vítor Rodrigues, informou que, nos últimos meses, tinham sido registados vários furtos no interior de residências, tanto na área da PSP como na área da GNR na zona de Lamego, em que os objectos levados eram essencialmente artigos em ouro.
Após várias diligências, foi identificado e detido um homem de 46 anos, que, segundo a PSP, «vinha sendo vigiado». «Tinha na sua posse uma mochila, com vários artigos em ouro roubados, que, ao que tudo indica, preparava para vender», referiu o comandante.
Posteriormente, foram levadas a cabo buscas à residência do suspeito, onde viriam a ser apreendidas uma catana, um telemóvel e um GPS.
Durante a investigação, «foram apreendidas na zona de Moimenta da Beira, também algumas peças em ouro que o homem terá oferecido» a uma pessoa amiga.
Segundo a PSP, «foram reconhecidos, pelos seus legítimos proprietários, alguns dos artigos em ouro que tinham sido furtados em residência na zona de S. Geão, freguesia de Penajóia».
O comandante da PSP de Viseu admitiu que «ainda não terá sido recuperado todo o ouro furtado», continuando as diligências no sentido de vir a identificar outros indivíduos que possam estar envolvidos, já que «ainda não há certezas que este seja o único assaltante».
Fonte: diário.iol.pt

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ASSEMBLEIA GERAL ASPP


ESTA NOTÍCIA TEM 4 ANOS. O QUE SE FEZ DEPOIS?

Arquivo DN-Leonardo Negrão .

«António» (nome fictício) tinha 37 anos e era polícia em Lisboa. A pressão do trabalho há muito que o deixara deprimido. Pediu ajuda. Ninguém ouviu. Um dia não aguentou e pôs fim à vida, com um tiro na cabeça. Nos últimos dez anos, 35 agentes da PSP cometeram suicídio. Dados oficiais que, para a psicóloga Sandra Coelho, do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), «ocultam a realidade» de um fenómeno «subavaliado» no País. Uma visão confirmada por duas das estruturas sindicais, mas refutada por outra. O director do Gabinete de Psicologia da PSP diz que «o suicídio nunca se esconde».De acordo com a responsável do Gabinete de Psicologia do SPP, há cada vez mais profissionais em risco e a realidade é «escondida», porque os agentes não podem «falhar», e essa «é a maior das falhas». Segundo explicou ao DN Sandra Coelho, as estatísticas oficiais apenas dizem respeito aos suicídios com recurso a arma de fogo ou, em raras excepções, por enforcamento. «São as mortes visíveis, citadas nos media como casos pontuais», mas, acrescenta, existirão casos de agentes que recorrem, por exemplo, à ingestão de comprimidos, «que nunca vêm a lume. Aqui, a causa de morte pode ser apresentada como uma simples paragem cardíaca». Também para Ernesto Peixoto, secretário-geral da Associação Sindical Independente de Agentes da PSP, o suicídio está subavaliado. «Sei de vários casos de colegas que atiram o carro de uma ribanceira abaixo e esses não são contabilizados», contou, defendendo que factores como «trabalhar oito dias seguidos sem folgar» agravam a situação. Daí que sejam cada vez mais comuns situações de «baixas por doenças psicológicas» e reformas antecipadas.Já para Fernando Passos, «a contabilização do número de suicídios é rigorosa e não há hipótese de existirem confusões». E mostra-se optimista: «Desde 2001, quando o nosso serviço abriu, que o número tem vindo a diminuir.» Uma leitura partilhada por um dos maiores sindicatos, a Associação Sindical de Profissionais da Polícia, que diz não haver subavaliação: «Os agentes são pessoas como as outras, com problemas comuns», disse o presidente Alberto Torres, para quem os suicídios não estão necessariamente ligados à profissão.Com uma visão contrária, Sandra Coelho alerta para a necessidade de prevenção. «O grau de desespero e descontentamento é cada vez maior e existem muitos profissionais que se encontram próximos de atingir o limite», afirmou.Alcoolismo. Há quatro anos, «Fernando» (nome fictício) pediu para que lhe prolongassem o tempo de serviço nos Açores, para dar apoioà filha que lá morava, na altura menor de idade. O pedido foi negado e o agente da PSP voltou para o Porto, «deixando a miúda perdida por lá» com a mãe. Daí ao alcoolismo foi um passo. Casou-se, divorciou--se e viu na bebida um «escape» à «enorme pressão no trabalho», aos «superiores que mandam em vez de comandar». Hoje, com 51 anos, está recuperado, mas não deixa de criticar a falta de apoio na PSP por considerar que resolvem os problemas «com processos disciplinares».Casos de alcoolismo são cada vez mais frequentes nas consultas de Sandra Coelho. «E a desintoxicação é morosa, com taxas de sucesso pequenas», diz. Fernando Passos desvaloriza: «A população policial enferma de alguns males da população portuguesa, mas não se pode dizer que é toxicodependente ou alcoólica.» Para a psicóloga, entre os factores de risco está a falta de apoio familiar, com «muitos agentes, em início de carreira, deslocados das famílias». As estatísticas do Gabinete de Psicologia da PSP mostram o contrário: só cinco por cento dos profissionais que ali acorrem estão longe de casa. Segundo Fernando Passos, o stress profissional e a instabilidade familiar são os principais responsáveis. O DN contactou a Direcção Nacional da PSP, que nos remeteu para o Gabinete de Psicologia. No entanto, o Gabinete de Relações Públicas garante «que é dado todo o apoio aos agentes».

sábado, 6 de setembro de 2008

FUSÃO PSP E GNR

Segurança. Para responder à onda de crimes, Pinto Monteiro anunciou que queria ver mais partilha de informação entre as polícias. Para isso, vai pôr o DCIAP a coordenar a recolha e tratamento de informações. Outra solução, defendida pela PSP e GNR, é a criação de uma única força de segurançaForça de segurança única é um sinal de "evolução"Os sindicatos da PSP e da GNR acreditam que uma polícia única responderia de forma mais eficaz à criminalidade violenta e organizada, defendendo a sua criação. A 'união' de todas as autoridades do País (GNR, PSP, PJ e SEF) já tinha sido defendida no DN pelo ex-director nacional da PJ, Santos Cabral e é uma solução que Mário Mendes, novo secretário-geral da Segurança Interna ('superpolícia') também apoia. A solução é, no entanto, rejeitada por Carlos Anjos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ. Ter todas as autoridades reunidas numa única força policial existe em praticamente todos os países da Europa. De fora ficam a Itália e a França e Espanha que implementou, há pouco tempo, a figura do coordenador nacional, cargo semelhante ao que Mário Mendes vai desempenhar. Em Portugal, além de existirem várias forças policiais com défice de comunicação entre elas, as tutelas são diferentes: uma no ministério da Justiça (PJ) e as restantes no Ministério da Administração Interna."Portugal tem muitas polícias e este Governo teve tudo para fazer uma reforma nas forças de segurança e não quis, por falta de coragem", critica Paulo Rodrigues, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) da PSP. Também José Manageiro, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG) da GNR, acredita que se perdeu a oportunidade para a criação da polícia única, durante a restruturação das forças de segurança."As circunstâncias impõem soluções e a polícia única deve ser estudada como uma delas", defende Santos Cabral. O ex-director nacional da PJ, amigo do novo secretário-geral de Segurança Interna Mário Mendes, que também defende a união, acredita que à evolução da criminalidade se deve responder com "uma evolução das polícias". Para já, "a questão que deve ser encarada é a criação de uma polícia única de investigação criminal", conclui.Apesar da opinião destes dois ex--directores da PJ, o Sindicato do sector, a ASFIC, defende que a polícia única "não é a solução". "Não vale a pena mudar as estruturas quando o problema está nas leis criminais", sustenta Carlos Anjos, que acredita mesmo que "a criação de uma polícia única podia ser pior que a reforma do Código de Processo Penal".PGR aposta em procuradoresA polícia única permitiria a centralização de toda a investigação e informação entre polícias. Dois pontos defendidos pelo Procurador-geral da República (PGR), Pinto Mon- teiro, para o combate à criminalidade violenta. Foi esse o foco da reunião de ontem com os representantes de todas as forças de segurança (GNR, PSP, PJ e SEF), que definiu o modo como vão funcionar as unidades especiais de combate à criminalidade especialmente violenta e altamente organizada.Pinto Monteiro voltou a apostar na estratégia dos super-procuradores: o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), dirigido por Cândida Almeida, vai coordenar a recolha e tratamento de informação das investigações de crimes violentos. Uma aposta à semelhança da que já havia feito com Maria José Morgado, directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP). Conforme se lê na nota divulgada ontem pela Procuradoria-geral da República, após a reunião, "no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, directamente dependente da Procuradoria-geral da República, funcionará a recolha e tratamento de informações a cargo de magistrados especializados". Nas Comarcas vão também ver criados pontos de contactos com as unidades especiais.
Fonte: Diário de Notícias