sexta-feira, 27 de junho de 2008

A CULPA NÃO É DELE.


Lendo com atenção das declarações do Sr. Bastonário uma certeza sai das suas palavras: de facto os sindicatos são os principais responsáveis pela falta de policias nas vias públicas durante a noite, visto que, durante o dia andarem às centenas a cotovelar-se. De facto essas centenas de pessoas deviam trabalhar de dia e à noite, sem repousar, sem descansar, de dia a organizar a gestão, os inquéritos, os processos, as ocorrências, a fiscalização, a formação e a patrulhar, e, à noite, voltavam a vir trabalhar para guardar o sono repousante do Sr. Bastonário e companhia de "donos da verdade absoluta", prendendo pessoas que cometem crimes para, no próximo dia o sistema - diga-se advogados - na legitimidade do direito de defesa do arguido, a tudo fazer para esse criminoso voltar ao trabalho...
Assim sem esses sindicalistas para reclamar por horários justos, sem sindicatos para exigir a reposição da legalidade constitucional do direito ao repouso, sem sindicalistas para exigir direitos, como férias e o direito à família, havia polícias com fartura...
No entanto, gostávamos que o Sr. Primeiro Ministro, a Assembleia da República legislasse no sentido de não ser obrigatório a constituição de defensor em todos os processos crimes, cíveis e administrativos. Dessa forma o Sr. Bastonário perdia o pio. Porque, conhecendo nós o sistema por dentro, tendo o direito moral de apreciar profissionalmente a aptidão de muitos advogados, ou seja aquele "joio" que se distingue do "trigo", oxalá, todos iamos beneficiar com essa medida. Pelo menos a nossa defesa não dependeria deles .
O Sr. Bastonário falou, a ASPP deu uma exemplar resposta através de um dos melhores comunicados produzidos nos últimos tempos e quem mais falou para nos defender, a não ser os sindicalistas?!...

A CULPA É DE QUÊM, SR. BASTONÁRIO?!... DIGA LÁ.


O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, esteve na comissão parlamentar de Direitos Liberdades e Garantias onde defendeu que o número de agentes da PSP e da GNR afectos à segurança poderia ser bem maior. Se há falta de polícias na rua a culpa, na opinião do bastonário, é dos sindicatos.
Para Marinho Pinto, a quantidade de assaltos a estabelecimentos comerciais e a residências é preocupante, sendo por isso necessários «polícias fardados à noite para dissuadir a prática do crime».
Segundo o bastonário, a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR), que estão vocacionadas para a segurança, «não estão a cumprir cabalmente as suas funções» devido «à influência do sindicalismo nas forças policiais».
O bastonário dos advogados, Marinho Pinto, criticou a acção da GNR e da PSP ao considerar que as duas forças de segurança «não estão a cumprir cabalmente a suas funções» e pediu mais polícias nas ruas durante a noite.
«O que se está a passar no país é muito preocupante. Nós não temos Polícia durante a noite», disse António Marinho Pinto na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde foi ouvido no âmbito da discussão na especialidade das Leis de Segurança Interna e de Organização da Investigação Criminal, assim como do Conselho para a Prevenção da Corrupção.
O bastonário da Ordem dos Advogados sublinhou que durante o dia «os polícias amontoam-se nas esquadras» das grandes cidades, mas à noite «estão completamente abandonadas» e muitas vezes «entregues a jovens inexperientes»
créditos à TSF.

terça-feira, 24 de junho de 2008

LAMEGO, ESQUADRA!... PORQUÊ?!...


Uma interrogação deve assolar o pensamento de todos nós que é a seguinte: porque motivo a Secção de Lamego desceu ao nível de Esquadra, enquanto, no exemplo de Chaves, esta se manteve como Divisão?
Os mais pessimistas falam novamente que é o novo passo para a saída de PSP de Lamego, outros dizem que foi incompetência da hierarquia da PSP que, desde a morte do comissário Guedes da Silva, transformou a Secção de Lamego numa esquadra, porque depois desse triste caso sempre teve Subcomissários a comandar e não Comissários.
Não há uma resposta, mas uma coisa é certa, penso que alguém na PSP ou no Governo anda a dar tiros nos pés e o futuro vai estragar-lhe a jogada...
Dessa forma a abertura da 2.ª Esquadra em Viseu absorve o imaginário do pessoal que presta serviço em Lamego e sonha em ir mais rapidamente para perto de casa, porque querem-se ver livre de Lamego, essa é uma triste ilusão, tanto para eles como para nós porque só a PSP enquanto força de policia é que perdeu com esta decisão.
Ao passar de Divisão a Esquadra, a orgânica, o funcionamento vai ser diferente e a cidade vai ser prejudicada bem como todos os seu elementos porque se perdeu peso de influência. A partir de agora é uma unidade orgânica subjugada às decisões de Viseu, sem autonomia e sem meios, quer materiais quer humanos.
A Esquadra de Investigação Criminal foi extinta, a Esquadra de Trânsito também, e, agora?!... Vem o pessoal de Viseu resolver os problemas a Lamego a todas as horas e a todos os momentos, tipo CODU ?!... Ou vai ser tudo ao monte e fé em Deus?!... Tipo tropa de Sabimbe.
Com esta decisão, também no aspecto politico, mais uma vez a cidade de Lamego foi ultrapassada por Viseu, porque com ela o estatuto da PSP de Lamego foi arrastado e desceu na consideração social como se vai ver no futuro.
Resta o profissionalismo do seu pessoal que, mesmo que se considere desmotivado, seja pelo conjunto de circunstâncias internas e externas, seja pela incompetência de quem decide, existe para nos dar alguma esperança.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

ESQUADRA DE LAMEGO


A Divisão de Lamego passou a Esquadra e nem a N.S. dos Remédios lhe acudiu.
Esta despromoção não dignifica a cidade de Lamego, quanto aos profissionais, o que havemos de dizer?... Os iluminados que contribuíram para esta decisão lá terão as suas razões e, se tudo correr bem foi uma boa decisão se correr mal, também.
Contudo, estas alterações, no que toca à organização do serviço operacional, de certeza irá obrigar a improvisos, a adaptações, a mudanças. Irá?!...
Contudo, no que toca a novas mudanças, aguardem o que nos reservou o grupo de trabalho da reforma do estatuto de pessoal...
O diploma que aprovou as estruturas é este: Portaria n.º 434/2008, de 18 de Junho.
Vale a pena ler.
Continuemos de férias... e a ver a nossa dita selecção nacional.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

NO BOM CAMINHO

De momento o Blog está adormecido com a crise dos combustíveis e com o Euro 2008. Notícias até as há, mas como ninguém além de nós quer colaborar, tomando a iniciativa de participar enviando textos para o email, nós também vamos comprar uns amendoins, umas cervejas, e aproveitar para carregar no botão do comando da TV e assistir à alegria do Povo. Porque é isto que o meu povo gosta: futebol. Os problemas podem esperar...

Será que o nosso "menino" aguenta com esta pressão...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

DEVIAMOS ESTAR CONTENTES COM O SALÁRIO

A fazer fé no Jornal Correio da Manhã, o actual Senhor Comandante do COMETLIS, num discurso efectuado à frente do seu pessoal terá dito: “Deviam estar contentes com o salário” que está a provocar um tremor de terra em Lisboa.
Desculpem caros leitores, mas estas palavras são Sábias.
Só um Sr. Oficial iluminado, uma personagem inconsciente saída de uma triste comédia e um bom líder possui esta clarividência para utilizar esta terapia de choque para motivar o pessoal.
Pessoal que não progride de escalão há 3 anos, pessoal que viu o SAD/PSP abandonar os familiares, possuem salários abaixo da média na função pública (vejam os índices 100 da função pública para ver onde estamos posicionados), sem subsídios de risco, nem pagamento de horas nocturnas, feriados, e, com carga horária por regulamentar à vontade das necessidades, sem viatura do serviço para se deslocar (também eles têm carácter permanente de disponibilidade), sem habitação por conta do estado, sem mordomias e ajudas de representação, sem isenção de horários, sem equipamentos de protecção individual para lhe garantir alguma protecção contra actos violentos, sem apoio nos turnos nocturnos, fins-de-semana e feriados, e com apoio moral desta espécie!
Reduzindo-nos ao nosso burgo, até dá para questionar, quem não se lembra de outro iluminado que há uns anos passou aqui por Lamego que disse na sua primeira reunião de apresentação: “ Comigo os problemas pessoais do pessoal ficam lá fora do portão!” – lembram-se? Pois esteve cá pouco tempo... Antes, outro dizia que só vivia da polícia, mas… Antes…
Assim, caros colegas, para não se fugir do assunto, como dizem o ditado: “ Fala só quando aquilo que tens para dizer é mais importante do que o teu silêncio.”- devemos aprender a estar calados.
Salutar, um ar de esperança de tempos pacíficos foi ouvir o novo Sr. Comandante Distrital de Viseu, ontem, numa reunião tido ontem em Lamego, dizer aquilo que disse. Promete. Mantenha-se assim e vai ver que o pessoal, o bom pessoal, tirando os “lambe botas”, porque essa espécie de pessoas há em todo lado, dar-lhe-ão bons motivos para com nobreza os Comandar.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O "PATRÃO" ESTEVE EM LAMEGO

Ops..., parece, não estivemos lá, que passou por Lamego e almoçou na encosta do Douro...
Enquanto isso, na cidade, não entregou novas viaturas à PSP de Lamego, nem entregou computadores, nem anunciou a construção de uma nova esquadra, ou disse que a Secção de Lamego passou a Divisão, não entregou as novas armas de 9 mm...

terça-feira, 6 de maio de 2008

PENSAMENTO DO DIA

"Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha não erra. E quem não erra é promovido "

quarta-feira, 30 de abril de 2008

CHEFIA E LIDERANÇA

Dois agentes e um chefe saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Eles esfregam a lâmpada e de lá de dentro sai um génio.
O génio diz: "Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês".
"Eu primeiro, eu primeiro", grita um dos agentes: "Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!" Puf! e ele se foi.
O outro agente apressa-se a fazer o seu pedido: "Eu quero estar no Havai, com o amor da minha vida!" Puf e ele foi-se.
"Agora você!", diz o génio para o chefe. "Eu quero aqueles dois de volta à esquadra logo depois do almoço", diz o chefe.

Moral da história:
Deixe sempre o chefe falar primeiro.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

UMA HISTÓRIA SOBRE HONESTIDADE


Conta-se que por volta do ano 250 A.C, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava as vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar. Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato a jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir a celebração, e indagou incrédula:- Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, as mais belas jóias e as mais determinadas intenções.
Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:- Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu as profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos, etc...
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.
Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção.
Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado ?
Então, calmamente o príncipe esclareceu:- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca.
Você será sempre um Vencedor.
APLIQUEMOS ESTA HISTÓRIA ÀS AVALIAÇÕES E LOUVORES.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

NOTÍCIA ON-LINE - DIÁRIO XXI


Concentração em Lisboa relembra 19 anos do «Secos e Molhados»


Segunda-Feira, 21 de Abril de 2008


Várias estruturas sindicais da PSP realizam hoje, no Terreiro do Paço, uma concentração para lembrar os 19 anos do «Secos e Molhados», a primeira grande manifestação dos polícias portugueses. Contudo, esta concentração, para além de lembrar a luta dos agentes, servirá igualmente para as estruturas sindicais relembrarem ao Governo certas reivindicações que têm vindo a fazer ao longo dos últimos anos
Vasco LopesÉ comum dizer-se que, entre as conquistas do 25 de Abril de 1974, contavam-se direitos como a liberdade de expressão, de associação ou de organização sindical. Isto pode até ser verdade para a esmagadora maioria da população portuguesa, mas, para a Polícia de Segurança Pública, o «25 de Abril» acabou por chegar muito mais tarde, num episódio cujas imagens correram Mundo: o «Secos e Molhados».Até 1985, o regulamento da PSP regia-se por normas draconianas. Por exemplo, qualquer indício de associativismo, mesmo que injustificado, dava direito a que os agentes acusados fossem imediatamente detidos, sem direito a defesa - bastava uma participação superior para dar direito a ir dormir umas quantas noites à esquadra da Reboleira. Falar mal da situação da PSP era completamente proibido à luz dos regulamentos da época, mesmo que muitos aspectos gerassem grande insatisfação. Basta lembrar que muitos polícias dormiam em camaratas arruinadas ou em quartos alugados (que «levavam» uma fatia substancial do ordenado), mas nem uma palavra poderia ser dita a propósito, já que tal equivaleria a uma punição.Uma das grandes lutas da época dizia respeito às folgas. Os agentes tinham direito a apenas um dia de descanso quinzenal, mas, se tivessem que realizar um serviço gratificado, até mesmo essa folga deixava de existir. “Por isso, muitos agentes passavam meses e meses sem ver a família”, relembra António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) e um dos pioneiros do sindicalismo da PSP.A COBERTO DA NOITEDo mesmo modo que, durante o Estado Novo, existiram grupos políticos e/ou de oposição ao regime na clandestinidade, ao longo de uma década e meia, formaram-se grupos de agentes da PSP que não estavam dispostos a deixar de lutar pelos seus direitos. Não podemos falar ainda de sindicatos, mas sim de associações clandestinas, que se reuniam aqui e ali no maior secretismo. “Muitas vezes, a coberto da noite, colava faixas e cartazes em dois minutos e, logo a seguir, punha-me em fuga”, contou ao NM António Ramos.21 DE ABRIL DE 1989Dias antes dos 15 anos da Revolução dos Cravos, teve lugar uma manifestação, que, de certa forma, foi uma espécie de «25 de Abril da Polícia».Naquele ano de 1989, as estruturas «pré-sindicais» da PSP aperceberam-se que já teriam uma adesão bastante significativa, embora existisse ainda um certo receio de dar um primeiro passo significativo. A 10 de Março, seis agentes dirigiram-se ao Ministério da Administração Interna e pediram para ser recebidos pelo ministro Silveira Godinho ou por um secretário de Estado, mas acabaram por falar apenas com um funcionário ministerial. Nada saiu deste encontro.No dia 21 de Abril, tem lugar um grande encontro na Voz do Operário, onde, inclusivamente, participaram Torres Couto (ex-secretário-geral da UGT) e Carvalho da Silva (secretário-geral da CGTP), que, apesar de não terem entrado directamente nos confrontos que se seguiram, acompanharam a marcha dos agentes da PSP até ao Ministério da Administração Interna. Uma vez mais, os agentes exigiram ser recebidos por Silveira Godinho, mas acabaram, isso sim, por receber voz de prisão.«SECOS E MOLHADOS»Para dispersar a manifestação em frente ao ministério, Silveira Godinho deu ordens para avançar o Corpo de Intervenção da PSP, mas muitos agentes recusaram-se a carregar contra colegas seus. Por isso, foi um Corpo de Intervenção recrutado à pressa que acabou por recorrer aos canhões de água para tentar dispersar os agentes concentrados no Terreiro do Paço, que, por seu turno, não desmobilizaram.As imagens dos polícias encharcados, formando um cordão humano numa das principais praças de Lisboa, foram filmadas, passaram na RTP e correram Mundo, como um alerta para a situação dos polícias em Portugal. Os manifestantes passaram a noite da esquadra de Queluz (na Reboleira, recusaram-se a recebe-los), mas saíram vencedores da contenda: Silveira Godinho acabou, pouco tempo depois, por sair do Governo, sendo substituído por Manuel Pereira.Em 1991, com a Lei 60/90 de 20 de Fevereiro, os agentes da PSP passaram a ter direito à liberdade associativa, ainda que de forma muito restrita. Em 2003, já no Governo de Durão Barroso, viram reconhecido o direito à liberdade sindical (e, actualmente, existem vários sindicatos da PSP), embora, como contrapartida, tivessem que ceder num aspecto: o direito à greve, ainda hoje não reconhecido.

A luta ainda não terminou“Em certos aspectos, estamos pior hoje do que em 1989, apesar de termos conseguido uma folga semanal”, comentou António Ramos (que esteve na primeira linha do «Secos e Molhados», que, apesar de tudo, não deixou de afirmar: “Mas valeu a pena”. Por isso, a concentração de hoje, que começa às 17h30, servirá não só para relembrar o «Secos e Molhados», mas também para chamar a atenção das populações para algumas das reivindicações dos polícias, como a questão da idade de reforma ou do sistema de saúde da PSP, que sofreram grandes alterações com este Governo, na época em que António Costa ainda detinha a pasta da Administração Interna.