sexta-feira, 5 de outubro de 2018

histórias da minha vida - outubro 2018

«Estava na fase da adolescência, com hormonas sexuais aos saltos, a erecção surgia quando imaginava o que estava por debaixo da roupa, aqueles montes de carne, aquela parte do corpo que todos adoram "mamar" na mãe, mas na época com vontade de fazer outras coisas em outros peitos... quando, num exercício militar, ali para os lados de Benavente, uns indivíduos, superiores, entenderam ir buscar uma prostituta de estrada, trouxeram-na, para perto do acampamento, e, em fila indiana, um a um, os recrutas iam visitando e entrando numa tenda improvisada... depois saiam, com o Dever cumprido. Toda a noite...
Perante o cenário, no seu típico cavalheirismo e educação familiar de respeitar a mulher, não por ser mulher, mas tudo aquilo que a mulher é, geradora de vida, protecção, carinho e prazer, entendeu que aquilo era uma vergonha e fez questão de revoltado, dizer a quem de direito que « aquela merda não era nada! aqueles superiores que autorizaram aquela merda eram uns cobardolas».
Não evitou que um 2 sargento, boina vermelha, preparado para matar, violar e tudo o mais (assim se denominavam uns heróis comando), principalmente aquele energúmeno, de duas patas e com "merda nos miolos", enfim um porco, levanta a gripa a dizer que "fazia isto e aquilo". Contudo, foi logo afastado quando um sr. cabo, conhecendo o lado negro do soldado... é que na cabeça dele já estava em fase de execução um pontapé em salto rotativo aos cornos daquele «porco», que sem saber como ficaria com as trombas tão partidas que a mãe no hospital ia ter dificuldade em o reconhecer...
Adiante! Esse cabo, arrastou o soldado para fora daquele cenário... e sendo amigo do soldado este respeitou-o!
O soldado deitou-se na cabine da Berliet, colocou os auriculares nos ouvidos e revoltado não pregou olho a noite toda.
No dia seguinte contou ao capitão que disseram ter sido o primeiro a «molhar o pincel».
Não compreendeu a «frustração» do soldado e reiterou que não iria fazer nada. E, não fez. Mas, subtilmente, deixou no ar um eventual «acidente»... arrependeu-se de abrir a boca!
Uns dias depois, no patrulhamento a incêndios, naquela zona, o soldado reencontrou a «menina» e o «chulo» no seu lugar habitual naquela recta, na berma da estrada, perto daquele local onde o RALIS tinha feito a «semana de campo» aos recrutas.
Conversou com ela, disse-lhe que seria um orgulho namorar com ela, estava no inicio da vida, aquilo não tinha futuro... mas ela disse que havia ganhado dinheiro e que tinham sido os sargentos e o chulo que haviam planeado aquilo a todos os recrutas, pelotão a pelotão, aqueles que entraram na tenda, e, ai de quem se tivesse recusado e a violar o código de silencio, por mil escudos.
Estando um UMM junto da «menina» os clientes não paravam e o negócio não rendia... aproximou-se o chulo, a conduzir e sentado num carro. Logo que parou e roncou, saiu a voar pela janela (não era obrigatório o cinto de segurança) e foi cumprimentado com caricias na cara, no tronco, nas pernas. Por fim, avisado que se lá voltasse e o soldado o visse por lá, o cumprimento seria mais "emotivo". Ah... e que desse cumprimentos aos seus "amigos ou sócios do ralis".
Passou à disponibilidade uns meses depois... passou muitas vezes naquela estrada, mas nunca mais viu o chulo, nem a "menina". »
Amigos, esta história (qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência) serve apenas para...
RESPEITO! TODA A MULHER MERECE RESPEITO NO CORPO E ALMA, MESMO QUANDO ELA PRÓPRIA NÃO SEJA CAPAZ DE SE RESPEITAR.

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