Em 1991 quando me decidi concorrer à PSP e GNR tinha no pensamento uma ideia, uma perspectiva. Iria fazer as provas, se entrasse entrava, se não entrasse não entrava. Sem stress...
Feitas as provas, entrei para a PSP. No dia 02 de fevereiro de 1992, entrei na EPP de Torres Novas e logo à entrada onde estava um futuro colega, disse-lhe que sabia nadar e tinha carta de motociclos. Fui enviado para Santarém.
Em Santarém, devido às formaturas, continências e honras logo adivinhei que me tinha enganado na profissão. Nunca gostei de militarismo, de supremacia, nem de prestar vassalagem a ser humanos iguais. Para não cansar, vou resumir...
Nessa época a PSP, o Estado garantiu-me, para toda a vida, tenho isso escrito na brochura que me entregaram, uma percentagem de 25% no tempo de serviço para efeitos de aposentação, assistência médica gratuita para mim e familiares, outras prestações sociais, um conjunto de Direitos, designadamente, promoções, progressões. Já em 1997, 98 um senhor chamado António Costa apesar de quase passar despercebido, fez algumas «asneiras», mas chegados a 2005, um senhor de nome Zé Sócrates, então esse quase acabou com tudo o que tínhamos
de bom. Depois, bem depois veio o Passos e o Paulinho para acabar com o resto.
de bom. Depois, bem depois veio o Passos e o Paulinho para acabar com o resto.
Estamos em 2017, 25 anos depois, tenho a certeza que fui «burlado» pelo Estado, mas como ainda o crime está em curso, nada posso fazer.
Pelas regras que me prometeram e criei expectativas, em fevereiro de 2020, faço 36 anos de serviço (com percentagem dos 25%) pelo que assiste-me o direito a requerer a passagem à pré-aposentação, apesar do Zé ter mudado um (ou por um e). Nada disto é um prémio que o Estado me dá. É uma questão de Honra e gratidão pela disponibilidade permanente, pelo não pagamento do trabalho aos fins de semana, aos feriados, por não ter escala rotativa, por não ter higiene e segurança no trabalho, pelo ónus do risco, por tudo o que aos funcionários privados e públicos era remunerado, aos policias era gratuito. Ou seja, o Estado não pagava, mas compensava. Só que não pretende compensar... e isso vai irritar-me. Vou-me zangar.
Como já disse, o Zé Sócrates (desculpe mas as suspeitas sob os milhões fizeram-me perder-lhe o respeito) começou o que outro acabou.
No dia a dia sinto-me exausto (palavras de médicos especialistas) para a actividade policial, mas interrogo-me se esta exaustão não tem nomes, rostos e culpados? Claro que tem... e não sou eu.
E, esse dia de fazer julgamento está ao virar da esquina, e, acreditem, vou exigir o que me é de direito por mérito próprio adquirido em 1992.
Mas o mais grave é se o Governo aprovar o limite da sobrevivência nos 900 € mensais, caros amigos, então, enquanto policia, com os tais 25 anos, só aufiro mais 300 euros desse limite!
E, sou polícia... há 25 anos.
E, esse dia de fazer julgamento está ao virar da esquina, e, acreditem, vou exigir o que me é de direito por mérito próprio adquirido em 1992.
Mas o mais grave é se o Governo aprovar o limite da sobrevivência nos 900 € mensais, caros amigos, então, enquanto policia, com os tais 25 anos, só aufiro mais 300 euros desse limite!
E, sou polícia... há 25 anos.

1 comentário:
... há 25 anos a trabalhar com isenção, imparcialidade e objectividade e no estrito comprimento da lei fundamental a nossa Constituição da República Portuguesa que me vincula e devia vincular a PSP...
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