quarta-feira, 15 de março de 2017

é da minha vida que falo – parte II, 2017

As emoções estão ao rubro.
Desde há uns dias para cá que é um reboliço de pensamentos de parvoíces que assolam o pensamento. Os estímulos à volta são muitos. A maioria negativa. Assolam pensamentos para abandonar o barco… deixar de navegar por estes mares e pensar encontrar um porto de abrigo. No outro lado, vejo-me a rir como um palerma, a cair em pensamentos profundos de impotência, silêncios, um misto de sentimentos de frustração, a angústia de “prever” coisas antes destas acontecerem, apesar nunca saber “prever” o quê. Somente aquela desconfiança desconfiada de que algo não está certo… que as peças não encaixam no lugar certo, no puzzle…
Quando batemos de frente com as certezas, sentimos a impotência a dominar, a crescer e só apetece “meter num buraco fundo”, escondidos, sem ouvirmos mais nada nem ninguém. A impotência é tanta, porque não há adversário físico, não à forma de contornar o incontornável, porque essa inevitabilidade é intrínseca às pessoas e não há ninguém contra quem lutar. E, pudemos lutar, só lutamos dentro de nós… a frustração cresce, porque sabemos que “nós” estamos a navegar bem, no sentido certo, mas sabemos que o “vento forte” contraria o quanto sabemos, o quanto somos, o quanto estamos certos.
Enquanto este diferendo interno se gladia dentro de nós, no cérebro, face à realidade social em Portugal, a inevitabilidade surge à frente dos nossos olhos: se os policias são o espelho da sociedade, do que estávamos à espera? Eu respondo: que esse combate interno acabe!
As orientações politicas, os estatutos socioprofissionais os regulamentos disciplinares, a limitação de direitos, só vem provar que estamos certos e errados ao mesmo tempo.
Neste “caldo” social onde a falta de Valores começa a ser saliente, onde a Ética já não é o que nunca foi… aos poucos tudo se estraga.
Nunca teremos uma sociedade justa enquanto não houver LIBERDADE.

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