As emoções estão ao rubro.
Desde há uns dias para cá que é
um reboliço de pensamentos de parvoíces que assolam o pensamento. Os estímulos
à volta são muitos. A maioria negativa. Assolam pensamentos para abandonar o
barco… deixar de navegar por estes mares e pensar encontrar um porto de abrigo.
No outro lado, vejo-me a rir como um palerma, a cair em pensamentos profundos
de impotência, silêncios, um misto de sentimentos de frustração, a angústia de “prever”
coisas antes destas acontecerem, apesar nunca saber “prever” o quê. Somente aquela
desconfiança desconfiada de que algo não está certo… que as peças não encaixam
no lugar certo, no puzzle…
Quando batemos de frente com as
certezas, sentimos a impotência a dominar, a crescer e só apetece “meter num
buraco fundo”, escondidos, sem ouvirmos mais nada nem ninguém. A impotência é
tanta, porque não há adversário físico, não à forma de contornar o incontornável,
porque essa inevitabilidade é intrínseca às pessoas e não há ninguém contra
quem lutar. E, pudemos lutar, só lutamos dentro de nós… a frustração cresce,
porque sabemos que “nós” estamos a navegar bem, no sentido certo, mas sabemos
que o “vento forte” contraria o quanto sabemos, o quanto somos, o quanto estamos
certos.
Enquanto este diferendo interno se gladia dentro de nós, no cérebro, face à realidade social em Portugal, a inevitabilidade
surge à frente dos nossos olhos: se os policias são o espelho da sociedade, do
que estávamos à espera? Eu respondo: que esse combate interno acabe!
As orientações politicas, os
estatutos socioprofissionais os regulamentos disciplinares, a limitação de
direitos, só vem provar que estamos certos e errados ao mesmo tempo.
Neste “caldo” social onde a falta
de Valores começa a ser saliente, onde a Ética já não é o que nunca foi…
aos poucos tudo se estraga.
Nunca teremos uma sociedade justa enquanto não houver
LIBERDADE.
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