sábado, 10 de dezembro de 2016

corrupção, vassalagem, hipocrisia, investigação criminal





Ontem, assisti, impávido, sereno a esta reportagem na RTP 3, programa Sexta às 11.
Resumindo toda esta problemática da corrupção, quer na forma quer no conteúdo, cheguei a um ponto da minha vida em que já posso dizer o que sinto sem pensar nas consequências visto desta vida não levarmos mais nada que a dignidade com que a vivemos. E afirmo, a corrupção está aí e veio para ficar...
Desta ladainha toda vertida por todos os personagens, vou contar-vos um caso verídico e depois cada um pense o que quiser.
Na PSP de Lamego, em 11 anos, suicidaram-se 1 comissário, 1 chefe e 1 agente principal foi condenado em trânsito em julgado no tribunal de Lamego, com pena suspensa... e porquê?

Durante este período de tempo, já depois disto ter acontecido, certo dia apareceu-me um (...) que me confrontou, supostamente num processo em fase de inquérito, averiguações, sei lá... nem sei nem quero saber, com uma carta anónima. A carta anónima tinha lá escrito coisas sem nexo, mas também lá tinha algum conteúdo... que precisava de ser espremido.
Obviamente, antes de responder a qualquer pergunta, assisti a uma espécie de aviso, ameaça indirecta, sobre "aquilo que devia ou não de dizer", um acto de puro atentado à minha inteligência, já levo uns anitos disto e confesso só sou ingénuo e "burro" quando me interessa SER!
Fui questionado apenas com duas perguntas: "sabe quem escreveu esta carta anónima" - "tem conhecimento da prática de algum crime"... só isso!
Não sei, nem me interessa as conclusões desse processo.

Ontem, ao ouvir o "fel" com que o advogado acima falou da PJ, acho que de facto se não houver mudanças na investigação judicial e criminal, comprovadamente, tive a certeza absoluta que em Portugal a justiça é um faz de conta.

Tal como naquele dia, a Justiça, o legislador, o Estado não quer que se investigue a "mensagem", quer que se puna o mensageiro.

Caso contrário... dava os meios, a autonomia a quem deve investigar...

E isso leva-nos a outra questão: porque raio a investigação criminal está dispersa por várias policias, todas elas com o DEVER de cumprirem as mesmas regras do Código Processo Penal, mas à PJ e ao DIAP é dado um "poder absoluto" e à GNR, PSP somente um "poder relativo"?

Eu dou várias hipoteses... mas estou em hibernação.


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