sábado, 31 de dezembro de 2016

chantagem... chantagem... até quando?

Um dia destes alguém com responsabilidades de comando, direcção numa conversa informal dizia-me que ou nos sujeitamos enquanto policias em Lamego ao material circulante que temos, viaturas velhas, com deficiências graves, ligeiras ou moderadas ou qualquer dia porque não há dinheiro e as viaturas que forem abatidas não são substituídas os policias ou a PSP terá que de andar a patrulhar e ocorrer a pedidos de "socorro", acidentes ou rotina, a pé.

Esta conversa, useiro e vezeiro, ouvi-a da mesma forma, com os mesmos argumentos, mas proferido por outro responsável há cerca de 6, 7 ou 8 anos atrás, mas sobre as instalações ou sobre o edifício que a PSP de Lamego ocupa, cedido pela Câmara Municipal a titulo de contrato por comodato, mas a justificação era a de que se fizéssemos muito barulho enquanto sindicato, o que podia acontecer era encerrar as instalações na cidade e a PSP sair daqui.

Recentemente, num perfil de um sr. deputado da nação, escrevi uma verdades - não escrevi mentira ou dei opinião, descrevi factos objectivos - e, insinuou que estava no limite da Ética e Deontologia.

O governo propõs à assembleia da república uma proposta de Lei n.º 46/XIII, sobre alteração da sindical da PSP, Lei 14/2002, a qual está em discussão pública até salvo erro o dia 20 de janeiro de 2017, local onde qualquer pessoa pode dar contributos.

No art.º 3º da proposta está escrito que "a actividade sindical dos policias não lhes permite" - corpo do n.º 3 -, na alínea a), «Fazer declarações(...) que violem os princípios da hierarquia de comando e da disciplina.»

Principio da hierarquia de comando (uma autoridade conferida por lei e pelos regulamentos da PSP em que um indivíduo tem para dirigir, controlar e coordenar) e da disciplina (na PSP consiste na exacta observância das leis gerais do País, das regras especialmente aplicáveis aos elementos da PSP e das determinações que de umas e outras legalmente derivem).

Aqui chegados, termina hoje o ano de 2016 e começa o ano de 2017.

O Futuro a Deus pertence, mas está escrito nas "estrelas" que a "chantagem verbal para a omissão", a "ameaça contra coisas que ainda nem sequer aconteceram", a "coacção moral de entender uma proposta como uma provocação" dos futuros sindicalistas, vai se intensificar no próximo ano e seguintes.

Há mudanças de paradigmas sociais, culturais, religiosos e políticos, enquanto nós os policias continuamos a ter lideranças com mentalidade parada no tempo: liderança politica e dirigente.

Em 2017 temos de ser um pouco mais "inteligentes" ou "espertos"...










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