Nos últimos dias ouvimos os candidatos a primeiro ministro a tentar convencer o Povo a votar neles. Nós por cá não aconselhamos ninguém a votar em nenhum partido, mas, como sindicalistas, mesmo que abandonados para aqui nestas terras da província, temos o dever de lamentar e criticar que um Sr. sindicalista, ou melhor, talvez o dirigente sindicalista da maior associação de trabalhadores do País, estamos a falar do líder da UGT, João Proença, tenha sido orador num comício do PS. O sindicalismo e os seus actores não se deviam deixar subjugar pelo partidos políticos, porque estes, tipo doença cancerígena, matam tudo à sua volta. Nós não gostamos de ver nem o Sr. João Proença, no PS, nem o Sr. Carvalho da Silva, da CGTP, ao lado do PC. Porque são só, os maiores dirigentes das maiores associações de trabalhadores. Aqui chegados e voltando ao inicio deste nosso comentário, como estivemos sempre atentos, durante toda a campanha eleitoral apenas dois partidos, é certo que sabemos muito bem quais as suas intenções, falaram das forças e serviços de segurança: o CDS/PP e o PRN.
O Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista (PS), os partidos do eixo do poder, nem uma palavra disseram, excepto, aquilo que está escrito no programa eleitoral, sobre aquilo que pretendem fazer, de concreto, relativamente às forças e serviços de segurança, à Justiça e segurança interna. Dirão que, sobre este assunto trata-se de assuntos de Estado, não devem ser trazidos para o debate politico, mas, então, quando deve ser trazido?!...
Não nos esqueçamos que, desde o 25 de Abril de 1974, o poder tem transitado entre o PS e o PSD, este juntamente com o CDS e, em questões de segurança e justiça, chegamos aonde?!... Nós, os policias que vivemos a realidade e não a ficção, como parecem viver os actores políticos, sabemos muito bem o quanto difícil é agir e trabalhar em Portugal . É como a história do rato e do gato. Os agentes diariamente sacrificam-se e são sacrificados, nos seus direitos fundamentais, agora inventaram uma bolsa de horas, vêem reduzido o seu salário mensal, enquanto as despesas aumentam, também ao mesmo tempo vêm aumentando o trabalho e horas de serviço, e, no entanto, desde o 25 de Abril, que os profissionais da PSP, têm vindo a perder estatuto em relação a outras actividades e profissões públicas. Se dissermos que em 1985 os ordenados de um guarda da PSP era quase equivalente a um professor, ninguém acredita, mas, parece que era verdade, hoje, bem hoje, liquido, é quase igual ao ordenado mínimo nacional...
Os profissionais da PSP, ao contrário do que se diz e escreve, em relação aos direitos, não são iguais aos demais funcionários públicos, por isso, não são remuneradas diferente as diurnas das horas nocturnas, quando trabalham em dia feriado, aos fins de semana, não são remunerados diferentemente e quando fazem horas extras, ou são compensados em tempo ou então são consideradas horas perdidas. Em bom português: «trabalho voluntário forçado». Mas por outro lado, no que toca aos deveres têm de cumprir os deveres iguais aos restantes funcionários públicos, neste recente caso, o banco de horas...
Muito nos apetecia escrever, mas voltando ao tema do comentário, dia 5 de Junho de 2011, os cidadãos polícias, devem lembrar-se que, acima da nossa vontade própria, há um interesse nacional que é muito mais importante que a nossa singela existência. Daqui a uns tempos, uns e outros se vão, com mais ou menos reforma, mais ou menos tempo para a gozar, mas, tal como os grandes portugueses, temos de pensar nos nossos filhos e netos. É para eles que trabalhamos...
Reflictam e meditem e, antes de inscreverem a cruz no boletim, peçam desculpa a vocês próprios e votem!...

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