terça-feira, 19 de outubro de 2010

AFINAL, CAMINHAMOS ALEGRES PARA ONDE?

Ontem, vários colegas da Divisão de Lamego, questionavam-nos sobre o motivo da DN/PSP não ter posicionado o pessoal nos novas posições remuneratórios, porque não tinha sido pago o subsidio de fardamento, da divisão ter praticamente todos os carros avariados e não haver viaturas novas, não existirem impressoras e computadores, não haver papel para a única impressora a funcionar na esquadra e sobretudo sobre o novo plano de congelamentos da função pública.
Obviamente que não soubemos nem podemos saber responder porque decisões deste tipo são tomadas umas na Sede de Comando em Viseu, outras na DN/PSP e as principais no Palácio de São Bento.
Por outro lado, hoje, quando se assiste e vê o Sr. Primeiro Ministro na televisão, sempre optimista e incentivado «a puxar sozinho pelo País», só se lamenta que ele, um dia, não tenha concorrido à PSP, antes mesmo de concluir o curso de engenheiro. Dessa forma, vestindo o uniforme, sofrendo das dificuldades de servir a PSP e Portugal, com «honra» e dignidade, mas com vencimentos indignos e sem condições materiais, com muito amor à camisola, talvez, só talvez, ele tivesse humildade de entender a fibra de que são criados os polícias portugueses. Porque, como pais e chefes de família, muitos a passarem necessidades financeiras e económicas (somos o produto da sociedade), e que nunca usufruíram de benesses iguais às que foram dadas aos «jobs for the boys», agora, têm de «amargar o pão que o diabo amassou», por causa daquilo que os «boys» comeram!...

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