sábado, 6 de setembro de 2008

FUSÃO PSP E GNR

Segurança. Para responder à onda de crimes, Pinto Monteiro anunciou que queria ver mais partilha de informação entre as polícias. Para isso, vai pôr o DCIAP a coordenar a recolha e tratamento de informações. Outra solução, defendida pela PSP e GNR, é a criação de uma única força de segurançaForça de segurança única é um sinal de "evolução"Os sindicatos da PSP e da GNR acreditam que uma polícia única responderia de forma mais eficaz à criminalidade violenta e organizada, defendendo a sua criação. A 'união' de todas as autoridades do País (GNR, PSP, PJ e SEF) já tinha sido defendida no DN pelo ex-director nacional da PJ, Santos Cabral e é uma solução que Mário Mendes, novo secretário-geral da Segurança Interna ('superpolícia') também apoia. A solução é, no entanto, rejeitada por Carlos Anjos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ. Ter todas as autoridades reunidas numa única força policial existe em praticamente todos os países da Europa. De fora ficam a Itália e a França e Espanha que implementou, há pouco tempo, a figura do coordenador nacional, cargo semelhante ao que Mário Mendes vai desempenhar. Em Portugal, além de existirem várias forças policiais com défice de comunicação entre elas, as tutelas são diferentes: uma no ministério da Justiça (PJ) e as restantes no Ministério da Administração Interna."Portugal tem muitas polícias e este Governo teve tudo para fazer uma reforma nas forças de segurança e não quis, por falta de coragem", critica Paulo Rodrigues, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) da PSP. Também José Manageiro, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG) da GNR, acredita que se perdeu a oportunidade para a criação da polícia única, durante a restruturação das forças de segurança."As circunstâncias impõem soluções e a polícia única deve ser estudada como uma delas", defende Santos Cabral. O ex-director nacional da PJ, amigo do novo secretário-geral de Segurança Interna Mário Mendes, que também defende a união, acredita que à evolução da criminalidade se deve responder com "uma evolução das polícias". Para já, "a questão que deve ser encarada é a criação de uma polícia única de investigação criminal", conclui.Apesar da opinião destes dois ex--directores da PJ, o Sindicato do sector, a ASFIC, defende que a polícia única "não é a solução". "Não vale a pena mudar as estruturas quando o problema está nas leis criminais", sustenta Carlos Anjos, que acredita mesmo que "a criação de uma polícia única podia ser pior que a reforma do Código de Processo Penal".PGR aposta em procuradoresA polícia única permitiria a centralização de toda a investigação e informação entre polícias. Dois pontos defendidos pelo Procurador-geral da República (PGR), Pinto Mon- teiro, para o combate à criminalidade violenta. Foi esse o foco da reunião de ontem com os representantes de todas as forças de segurança (GNR, PSP, PJ e SEF), que definiu o modo como vão funcionar as unidades especiais de combate à criminalidade especialmente violenta e altamente organizada.Pinto Monteiro voltou a apostar na estratégia dos super-procuradores: o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), dirigido por Cândida Almeida, vai coordenar a recolha e tratamento de informação das investigações de crimes violentos. Uma aposta à semelhança da que já havia feito com Maria José Morgado, directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP). Conforme se lê na nota divulgada ontem pela Procuradoria-geral da República, após a reunião, "no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, directamente dependente da Procuradoria-geral da República, funcionará a recolha e tratamento de informações a cargo de magistrados especializados". Nas Comarcas vão também ver criados pontos de contactos com as unidades especiais.
Fonte: Diário de Notícias

2 comentários:

Anónimo disse...

Porque será que só o PS e PSD, e neste caso o corporatismo da ASFIC, não vêm a solução.
Base única de informação, comando único, gestão de meios a nível de distrito, alterações pontuais no Código Processo Penal, alteração do estatuto sócio-remuneratório dignificando a classe, e, criminosos haveria, mas eram depressa encontrados e "arrumados". Portugal, porque a população é serena e humilde, voltaria a ser o povo mais segura da Europa e porventura do Mundo. Mas isso não interessa ao poder político e não só.
O que importa é que nós defendemo-nos e sabemos defendermo-nos. Eles têm os "body-guards", e, muitos, nem precisam deles porque os "sócios" não lhes fazem mal. Se fizessem... isto mudava rapidamente.

Anónimo disse...

"Portugal tem muitas polícias e este Governo teve tudo para fazer uma reforma nas forças de segurança e não quis, por falta de coragem", critica Paulo Rodrigues. As reformas que foram feitas, ficaram pelo papel, faltam elementos nas novas Esquadras, continuamos com freguesias isoladas, modaram os nomes e o resto?