Bragança, 06 Ago (Lusa) - As forças de segurança de Bragança vão dispor, ainda este ano, do primeiro campo de tiro para treinos num Distrito onde há agentes da PSP sem formação há dez anos, foi hoje revelado.
"Há elementos da polícia que, se calhar, há dez anos que não utilizam a pistola em treinos", comentou o comandante distrital da PSP, Amílcar Correia.
De acordo com o comandante, esta realidade que afecta alguns dos cerca de 200 agentes da PSP no Distrito, deve-se à falta de condições para treinar, um "falha" reconhecida hoje pelo secretário de Estado da Administração Interna.
O governante Rui Sá Gomes oficializou, em Bragança, com a Câmara de Macedo de Cavaleiros, um protocolo para a construção de um campo de tiro, o primeiro na região.
A autarquia de Macedo de Cavaleiros disponibilizou o terreno e esta cidade foi a escolhida para a instalação do equipamento pela sua centralidade no Distrito.
Segundo o secretário de Estado, a falta desta infra-estrutura tem obrigado os agentes das forças de segurança a "grandes deslocações, por exemplo a Braga, para fazerem poucas horas de tiro".
No caso da PSP, nos últimos anos, os agentes têm treinado numa carreira de tiro móvel que se desloca duas vezes por ano à região.
De acordo com o comandante Amílcar Correia, esta solução tem permitido a cada agente fazer uma média de 90 tiros por ano mas nem todos têm sido contemplados com a formação porque o tempo que a carreira móvel permanecia na região não permitia.
O comando optou por dar formação aos polícias que se encontram em serviços operacionais, enquanto que outros, como os que estão destacados em serviços administrativos, não utilizam a pistola em treinos há vários anos.
Mesmo aqueles que o fazem, têm tido uma formação "insuficiente", de acordo ainda com o comandante, tendo em conta que os regulamentos internos definem que cada agente deve ter, pelo menos, três formações por ano.
O comandante acredita que "o trabalho não tem sido prejudicado porque não tem havido acidentes, ou seja "nunca nenhum cidadão foi baleado" pela polícia e a arma é pouco utilizada até pela baixa criminalidade e características da região.
Porém, para Amílcar Correia, "a formação é absolutamente importante".
"Para termos um instrumento de trabalho e estarmos à vontade a trabalhar com ele, é absolutamente essencial sabê-lo utilizar bem e, para isso, é preciso praticar e é isso que nós não temos tido possibilidade", afirmou.
Com a nova carreira de tiro "e se forem disponibilizadas munições para gastar e tempo para treinar", o comandante está convencido que "o efectivo policial terá muito mais à vontade para trabalhar no dia-a-dia".
Com este equipamento, o secretário de Estado afasta, para já, a construção programada há vários anos de uma carreira de tiro coberta, que tem inclusive espaço reservado nas instalações de Bragança da PSP.
Implicaria um custo maior que os 150 mil euros previstos para Macedo de Cavaleiros, segundo o governante, que está apostado em cumprir com o programa que prevê a construção ainda este ano de sete carreiras de tiro no país: além de Macedo de Cavaleiros, Portalegre, Castelo Branco, Ponte Lima, Águeda, Coimbra e Guarda.
Rui Sá Gomes lembrou que a "falha" existente no Distrito de Bragança acontece por todo o País" e que o propósito do Governo é colmatá-la.
"É fundamental termos uma polícia bem preparada com meios e com formação", declarou.
HFI. Fonte: Jornal de Notícias.
"Há elementos da polícia que, se calhar, há dez anos que não utilizam a pistola em treinos", comentou o comandante distrital da PSP, Amílcar Correia.
De acordo com o comandante, esta realidade que afecta alguns dos cerca de 200 agentes da PSP no Distrito, deve-se à falta de condições para treinar, um "falha" reconhecida hoje pelo secretário de Estado da Administração Interna.
O governante Rui Sá Gomes oficializou, em Bragança, com a Câmara de Macedo de Cavaleiros, um protocolo para a construção de um campo de tiro, o primeiro na região.
A autarquia de Macedo de Cavaleiros disponibilizou o terreno e esta cidade foi a escolhida para a instalação do equipamento pela sua centralidade no Distrito.
Segundo o secretário de Estado, a falta desta infra-estrutura tem obrigado os agentes das forças de segurança a "grandes deslocações, por exemplo a Braga, para fazerem poucas horas de tiro".
No caso da PSP, nos últimos anos, os agentes têm treinado numa carreira de tiro móvel que se desloca duas vezes por ano à região.
De acordo com o comandante Amílcar Correia, esta solução tem permitido a cada agente fazer uma média de 90 tiros por ano mas nem todos têm sido contemplados com a formação porque o tempo que a carreira móvel permanecia na região não permitia.
O comando optou por dar formação aos polícias que se encontram em serviços operacionais, enquanto que outros, como os que estão destacados em serviços administrativos, não utilizam a pistola em treinos há vários anos.
Mesmo aqueles que o fazem, têm tido uma formação "insuficiente", de acordo ainda com o comandante, tendo em conta que os regulamentos internos definem que cada agente deve ter, pelo menos, três formações por ano.
O comandante acredita que "o trabalho não tem sido prejudicado porque não tem havido acidentes, ou seja "nunca nenhum cidadão foi baleado" pela polícia e a arma é pouco utilizada até pela baixa criminalidade e características da região.
Porém, para Amílcar Correia, "a formação é absolutamente importante".
"Para termos um instrumento de trabalho e estarmos à vontade a trabalhar com ele, é absolutamente essencial sabê-lo utilizar bem e, para isso, é preciso praticar e é isso que nós não temos tido possibilidade", afirmou.
Com a nova carreira de tiro "e se forem disponibilizadas munições para gastar e tempo para treinar", o comandante está convencido que "o efectivo policial terá muito mais à vontade para trabalhar no dia-a-dia".
Com este equipamento, o secretário de Estado afasta, para já, a construção programada há vários anos de uma carreira de tiro coberta, que tem inclusive espaço reservado nas instalações de Bragança da PSP.
Implicaria um custo maior que os 150 mil euros previstos para Macedo de Cavaleiros, segundo o governante, que está apostado em cumprir com o programa que prevê a construção ainda este ano de sete carreiras de tiro no país: além de Macedo de Cavaleiros, Portalegre, Castelo Branco, Ponte Lima, Águeda, Coimbra e Guarda.
Rui Sá Gomes lembrou que a "falha" existente no Distrito de Bragança acontece por todo o País" e que o propósito do Governo é colmatá-la.
"É fundamental termos uma polícia bem preparada com meios e com formação", declarou.
HFI. Fonte: Jornal de Notícias.
5 comentários:
90 tiros por ano? a sério? onde? como? na carreira móvel? que eu saiba só temos 16 munições (2 carregadores de walter ou star) e dão 90 tiros? por ano? estou abismado pois até agora sempre que fiz tiro na carreira móvel nem metade dessas munições gastei... basicamente é gastar a 16 que tenho e receber outras tantas... se o problema fosse só o tiro...
Porém, para Amílcar Correia, "a formação é absolutamente importante".
Ora ponham aqui os olhos!
Nós por cá, formação damos sim... Conseguimos dar muitas e a quem exerce funções que nunca na vida vai por em pratica os ensinamentos, mas é bom para o curriculo isso é que interessa, por favor tentem dar as formações de acordo com a missão dos que realmente necessitam. Obrigado.
Afinal ainda não percebi o que este Senhor quer ou tem contra os elementos que não são operacionais, mas somente porque não recebem os suplementos para o "SERVIÇO SEM NOVIDADE", nem sequer se calhar sabe o que fazer aquando de alguma situação "TUDO A MONTE E FÉ EM DEUS" o que esta a dar é uns tiros que também conta para o curiculum pois até no projecto do Estatuto prevê um bónus.
Talvez se fosse colocado num serviço onde tinha de cumprir horários e responder a tempo e horas, diria "AI MEUS DEUS TIREM-ME DAQUI, AFINAL EU NÂO PERCEBO NADA DE POLÍCIA". Ser-se Polícia, também é os OUTROS, até fazem remunerados, usam armas. Então não precisam tanto como os outros de ter instrução. Eis a questão! Hoje estamos num lado, amanhã estamos na Esquadra e depois não podemos ser lá colocados, pois não temos a actualização do tiro. Pensem, somos todos iguais e todos diferentes, mas convençam-se que todos querem é tachos... Ainda bem, que afirmam na notícia e depois as munições. Não olhem só para dentro, esqueçam os outros, sejam vocês, ninguém vos está a retirar algo. Tantas críticas para quê? Ganham alguma medalha, mostrem é o vosso profissionalismo com serviços de mérito, já que os designados não operacionais NADA VALEM. Mas não se esqueçam para receberem alguém tem de processar os vencimentos e não é profissional. Outro expediente ou o seguimento de algum expediente elaborado de forma ridícula, porque não sabem mais, não têm tempo, não ensinam nas Esquadras é resolvido por menos competentes, mas que resolvem as situações nem molestar ninguém. Até se esquecem que estão a resolver um problema do INIMIGO. PAREM E PENSEM... OBRIGADOS
E eu a pensar que o Comando de Viseu era o único a ter problemas com o tiro. Afinal existe outro e talvez outro. Se calhar até somos o que estamos a cumprir melhor e a apanhar com cada seca e ao calor.
Mas vale a pena, pouca, mas boa e com qualidade. Pelo menos os colegas, acham que já havia de ter começado assim há muito tempo. SEM IRONIAS. É uma verdade, mesmo os elementos não operacionais, mas operacionais porque fazem gratificados de noite e em locais isolados, agradecem. É tarde, mas vale mais tarde do que nunca... Um crítico, mas concordo que se está a fazer alguma coisa diferente. Tem de ser aos poucos, com as novas armas, nessa altura, vamos exigir instrução e de tempos a tempos. Vamos auxiliar os nossos colegas e não lhes complicar a vida, muito eles sabem, sem se gabarem. Vamos mostrar-lhes como somos diferentes e como se pode mudar com obras e não só falar por falar. Para bem de verdade, não se pode ter tudo e também não podem estar em todos os lados ao mesmo tempo. SEJAM JUSTOS. Falemos de coisas de verdade e não compliquemos.Reflictam se estão no bom caminho e se devem continuar somente a criticar, agora porque é isto... agora porque é aquilo. Quem está mal muda-se! Já passaram 20 e tantos anos e já vi de tudo...
Concordo plenamento com o último comentário. Os meus Parabéns.
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