«A polícia portuguesa está a anos-luz daquilo que seria adequado em termos de segurança, higiene e saúde no trabalho» ,disse Paulo Rodrigues, da ASPP, que esta manhã promoveu um seminário sobre Segurança e saúde no trabalho na PSP.
Segundo referiu, classificando de um a 10 essas condições, a polícia portuguesa está no um, sendo que se conclui que a legislação que define as condições de saúde, segurança e higiene no trabalho não se aplica na PSP.
«Temos esquadras degradadas, não climatizadas, sem locais para descanso e sem salas de apoio à vítima» , apontou a título de exemplo.
Para o responsável, as falhas que se verificam são da responsabilidade do Estado, que não cria condições de trabalho dignas para os polícias.
«A intenção do Governo é a cura, não a prevenção, quando deveria ser ao contrário» , frisou Paulo Rodrigues.
A insuficiência de material para os agentes é outro motivo de preocupação, uma vez que «há riscos para a própria saúde dos agentes», acrescentou Paulo Rodrigues.
«Os polícias têm que trocar os coletes à prova de bala entre eles e num dia quente de verão podem estar a correr o risco de transmitir doenças pelo suor» , frisou.
Paulo Rodrigues disse ainda que a falta de condições no trabalho «prejudica a produtividade dos agentes» e, consequentemente, o trabalho prestado aos cidadãos.
«Reduz a qualidade do serviço e quem sofre também são os cidadãos» , frisou.
Paulo Rodrigues referiu ainda que, nos últimos anos, a taxa de suicídio dos agentes de segurança tem aumentado.
«Em 2007 registaram-se sete suicídios, mais um do que em 2006, mas mais quatro ou cinco do que em 2001» , disse.
A ASPP pretende realizar mais dois seminários idênticos pelo país, sendo que o próximo deverá ocorrer entre um a dois meses em Lisboa.
«A ideia é, no final, realizar um documento conclusivo para entregar ao Governo» , designadamente à Inspecção-geral da Administração Interna, bem como a outras entidades internacionais, como o Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia.
Lusa / SOL
Segundo referiu, classificando de um a 10 essas condições, a polícia portuguesa está no um, sendo que se conclui que a legislação que define as condições de saúde, segurança e higiene no trabalho não se aplica na PSP.
«Temos esquadras degradadas, não climatizadas, sem locais para descanso e sem salas de apoio à vítima» , apontou a título de exemplo.
Para o responsável, as falhas que se verificam são da responsabilidade do Estado, que não cria condições de trabalho dignas para os polícias.
«A intenção do Governo é a cura, não a prevenção, quando deveria ser ao contrário» , frisou Paulo Rodrigues.
A insuficiência de material para os agentes é outro motivo de preocupação, uma vez que «há riscos para a própria saúde dos agentes», acrescentou Paulo Rodrigues.
«Os polícias têm que trocar os coletes à prova de bala entre eles e num dia quente de verão podem estar a correr o risco de transmitir doenças pelo suor» , frisou.
Paulo Rodrigues disse ainda que a falta de condições no trabalho «prejudica a produtividade dos agentes» e, consequentemente, o trabalho prestado aos cidadãos.
«Reduz a qualidade do serviço e quem sofre também são os cidadãos» , frisou.
Paulo Rodrigues referiu ainda que, nos últimos anos, a taxa de suicídio dos agentes de segurança tem aumentado.
«Em 2007 registaram-se sete suicídios, mais um do que em 2006, mas mais quatro ou cinco do que em 2001» , disse.
A ASPP pretende realizar mais dois seminários idênticos pelo país, sendo que o próximo deverá ocorrer entre um a dois meses em Lisboa.
«A ideia é, no final, realizar um documento conclusivo para entregar ao Governo» , designadamente à Inspecção-geral da Administração Interna, bem como a outras entidades internacionais, como o Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia.
Lusa / SOL
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